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A Dança/ Soneto XVII
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si, oculta a luz daquelas flores, e graças a teu amor vive escuro em meu corpo o apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira, senão assim deste modo em que não sou nem és tão perto que tua mão sobre meu peito é minha tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Pablo Neruda
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So far away but still so near The lights come up, the music dies But you don't see me standing here I just came to say goodbye I'm in the corner, watching you kiss her, oh And I'm giving it my all, but I'm not the guy you're taking home, ooh I keep dancing on my own
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"A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"
Ornatos Violeta
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"Eu estou bem, dizia-lhe, estou bem. e ele queria saber se estar bem era andar de trombas. eu respondi que o tempo não era linear. preparem-se sofredores do mundo, o tempo não é linear. o tempo vicia-se em ciclos que obedecem a lógicas distintas e que se vão sucedendo uns aos outros repondo o sofredor, e qualquer outro indivíduo, novamente num certo ponto de partida. é fácil de entender. quando queremos que o tempo nos faça fugir de alguma coisa, de um acontecimento, inicialmente contamos os dias, às vezes até as horas, e depois chegam as semanas triunfais e os largos meses e depois os didáticos anos. mas para chegarmos aí temos de sentir o tempo também de outro modo. perdemos alguém, e temos de superar o primeiro inverno a sós, e a primeira primavera e depois o primeiro verão, e o primeiro outono. e dentro disso, é preciso que superemos os nossos aniversário, tudo quanto dá direito a parabéns a você, as datas da relação, o natal, a mudança dos anos, até a época dos morangos, o magusto, as chuvas de molha-tolos, o primeiro passo de um neto, o regresso de um satélite à terra, a queda de mais um avião, as notícias sobre o brasil, enfim, tudo. e também é preciso superar a primeira saída de carro a sós. o primeiro telefonema que não pode ser feito para aquela pessoa. a primeira viagem que fazemos sem a sua companhia. os lençóis que mudamos pela primeira vez. as janelas que abrimos. a sopa que preparamos para comermos sem mais ninguém. o telejornal que já não comentamos. um livro que se lê em absoluto silêncio. o tempo guarda cápsulas indestrutíveis porque, por mais dias que se sucedam, sempre chegamos a um ponto onde voltamos atrás, a um início qualquer, para fazer pela primeira vez alguma coisa que nos vai dilacerar impiedosamente porque nessa cápsula se injeta também a nitidez do quanto amávamos quem perdemos, a nitidez do seu rosto, que por vezes se perde mas ressurge sempre nessas alturas, até o timbre da sua voz, chamando o nosso nome, ou mais cruel ainda, dizendo que nos ama com um riso incrível pelo qual nos havíamos justificado em mil ocasiões no mundo."
Valter Hugo Mãe
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Amar...
Sentir...toda a gente sente tudo de todas formas, faz parte da natureza humana.
Criar, imaginar, desenhar papagaios que voam ao vento faz parte do sonho, tão impreterivelmente nosso, de dia ou ao luar, numa noite sem fim.
Mas amar...amar transcende o verdadeiro sentido dos sentidos, o sonho dos sonhos... Amar é passear alegremente à chuva na Primavera, é dar as mãos ao vento e correr contra a intempérie. Amar não é apenas o calor de um abraço ou de um beijo. Amar é estar sozinho sentindo-se acompanhado.
Em Portugal sentimos a saudade. Que mania a nossa de arranjar uma definição para o que não se define, para o que o fado canta tão tristemente. E habituámo-nos a essa mágoa, como se o sofrimento viesse sempre agarrado a algo que pura e simplesmente nos acende o coração.
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"City" There's a harvest each saturday night At the bars filled with perfume and hitching a ride A place you can stand for one night and get gone It's clear this conversation ain't' doing a thing Cause these boys only listen to me when i sing And i don't feel like singing tonight All the same songs Here in these deep city lights Girl could get lost tonight I'm finding every reason to be gone Nothing here to hold on to Could i hold you? The situation's always the same You got your wolves in their clothes whispering Hollywood's name Stealing gold from the silver they see But it's not me Here in these deep city lights Girl could get lost tonight I'm finding every reason to be gone There's nothing here to hold on to Could i hold you? Calling out somebody save me i feel like i'm fading away Am i gone? Calling out somebody save me i feel like i'm fading In these deep city lights Girl could get lost tonight I'm finding every reason to be gone There's nothing here to hold on to Could i hold on to you?
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E agora...?
7 dias depois, desde que as minhas defesas e os meus medos me levaram para longe de ti. E logo de seguida, também tu fizeste o mesmo, como seria de esperar, porque não querias voltar a sofrer e retornar à desilusão que as pessoas te habituaram a dar. Levanto-me como todos os dias desde que te conheci, a pensar em ti e nos teus olhos que sorriem para mim e que abraçam o meu coração. Durante o dia penetra na minha alma uma espécie de vazio, uma tristeza que não passa de forma nenhuma. Sigo o meu foco como me pediste para fazer, mas trago uma angústia que me destrói a energia e a coragem de seguir em frente, como se não estivesses mais aqui, como se de um momento para o outro o nossos mundos não se conseguissem cruzar. Sinto falta de sorrir como se só tu tivesses esse efeito em mim. Sinto falta das gargalhadas com coisas tão simples que me fazias dar ao longo do dia. Sinto falta de tudo ser mais leve porque contigo todos os obstáculos eram fáceis de superar. Tenho medo que sete dias se tornem em 17, ou 117... tenho medo que este tempo e este espaço entre nós te faça esquecer de mim, te faça esquecer de nós... não queria nada que não estivesses preparada para ter, mas também não queria que inconscientemente me afastasses por achares que eu merecia alguém melhor do que tu. Talvez eu possa dizer o mesmo. Talvez tu mereças melhor que eu, mas quando toca a amar alguém, nós damos tudo para que essa pessoa se sinta em casa, se sinta feliz... e eu quero dar-te tanto que nem calculas... Espera por mim assim como eu vou esperar por ti. Se for a sério, o destino nunca mais me levará para fora dos teus braços. Vou lutar por mim para que um dia sintas orgulho no que sou e te possa dar tudo aquilo que mereces ter, carinho, estabilidade, confiança, lealdade e amor, muito amor... Porque embora me tenhas dito o contrário, o meu amor é para ti...
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Repouso o meu corpo cansado naquela cama, naquele quarto tão escuro, tão vazio, tão só... Não tenho uma janela sequer para que possa apreciar a lua e contar as estrelas do céu. Fosse como fosse, este não seria o meu céu. O breu daquela noite invade a minha alma e esmorece o meu coração. Onde foi que fiquei? Prefiro ficar entregue aos sonhos que me transportam para outro universo, tão longe, mas tão perto do que sou, do que sinto e não quero consentir. Basta uma breve despedida de boa noite de quem não está e um cerrar de olhos para a viagem começar. No início tudo é imenso, é um horizonte extenso e aberto e ao mesmo tempo infinito e aclarado. A noite vai-se deixando para trás e uma espécie de sol encandeia-me o olhar, de tal forma que me impede de caminhar. Fico ali, parada entre a luz e o incomensurável firmamento. Eis que sinto uma suave fragrância no ar, um toque ao de leve no meu rosto que me paralisou por completo. O seu rosto estava diante do meu, cobrindo o brilho do sol e deixando-me deslumbrar. Os meus olhos penetraram nos seus buscando uma espécie de telepatia para aquela ausência de palavras. O meu corpo tremelicava por dentro sem saber bem porquê. O vento passava e aquele perfume ficava-me cada vez mais gravado em mim. Era doce e fresco ao mesmo tempo, mas demasiado peculiar para o poder esquecer. Não me atrevi a dizer nada, pois achei que já ali havia bastante entendimento, entre duas almas que se cruzam ao acaso. Havia bastante quietude naquele silêncio que distraía o tempo e o espaço de concreto. Ligeiramente os meus olhos viajavam por cada traço do seu rosto e divagavam até chegar aos seus lábios. Eram finos e sorriam levemente para mim. Sentia que conversavam comigo e neles escondiam um sabor a primavera. Num momento, senti que eram eles que os meus lábios procuravam, para que aquelas almas fossem uma só. Num impulso, acerquei-me deles e beijei-os calorosamente...eram simplesmente doces e suaves. O meu coração disparou e eu só desejava nunca mais sair dali. De repente ela sorriu para mim e eu atrevi-me a dizer-lhe como ela era linda aos meus olhos. Demos a mãos e ficámos ali, a apreciar cada pequeno gesto, cada deslumbramento do olhar. De repente acordei, mas naquele quarto escuro, senti uma espécie de luz interior e um terno sabor nos meus lábios deixado por ela...
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Bem, meus amigos, costuma-se dizer que a vida são dois dias, o hoje e o amanhã ou assim o deveria ser. Mas infelizmente para muitos, a vida é apenas o hoje e não se pensa no amanhã, no amanhã dos nossos filhos, dos nossos netos, do nosso meio onde vivemos, este planeta que nos foi concedido na imensidão de um Universo que ainda desconhecemos. Não sabemos para onde vamos, não sabemos se ficamos. Mas, enquanto ficarmos, valia apena pensar nesta Terra que todos partilhamos, humanos, não-humanos, água, plantas, ar, solo... tudo isto enquanto seja tarde de mais porque a eminente destruição é notória. Entristece-me ver governadores de grandes Estados mundiais que não pensam no amanhã e se recusam a aceitar que temos que reverter as alterações climáticas, alterações essas provocadas por nós. Mas o dinheiro em quase tudo fala mais alto... E, para além dos recursos que esgotamos e das fábricas que poluem, muitas vezes nos esquecemos de pensar nas maiores fábricas vivas que exploramos: os animais. Pois bem, a actividade pecuária é das formas mais poluentes deste planeta. Vejam de onde vêm as grandes produções de metano e CO2. Mais do que toda a poluição, está a escassez de recursos, cereais na sua maioria. Em detrimento da produção massiva de cereais para alimentar biliões de animais para consumo nos países Ocidentais, poderíamos estar a alimentar milhares de crianças que todos os dias neste mundo morrem à fome. Tudo, não por necessidade alimentar, mas por gula, por gosto, por conveniência, por tradição... Desolam-me as vezes em que tenho que entrar numa exploração e ver vacas com um úbere que arrasta pelo chão, carregado de 50 litros de leite para dar, enquanto em estado natural, daria menos de 20 por dia, leite esse que deveria ser dado às suas crias enquanto crescem. Mas não. Os vitelos são retirados à nascença das mães e são engordados em cubículos o mais rapidamente possível com ração. E as suas mães, permanecem em fila, ligadas a tetinas automáticas que encherão um tanque gigante de leite, para comermos os nossos cereais, o nosso queijo, os nossos deliciosos gelados. Mas tudo isto tem consequências. As infecções das glândulas mamárias são o prato do dia do trabalho de um médico veterinário. São aplicados antibióticos atrás de antibióticos, cujos intervalos de segurança nem sempre são respeitados. Resultado, o vosso leitinho, apesar de ultrapasteurizado, pode conter vestígios de antibióticos, hormonas, factores de crescimento, pús, etc. Mas as embalagens e os spots publicitários da vaquinha que ri escondem todo este dilema, assim como todo um Holocausto em que os animais se encontram. A indústria do leite é talvez das mais absurdas que existem, se pensarmos que somos a única espécie que bebe leite em idade adulta, ainda para mais proveniente de outra espécie que não a nossa. Poderia estar horas a descrever o que fazemos aos nossos animais para nosso proveito e necessidades egocêntricas. Vejam os cosméticos por exemplo. Consultando o site da PETA, irão surpreender-se com a quantidade de marcas que ainda efectuam teste de Draize em coelhos. O que estamos a alimentar afinal? As nossas carteiras, o nosso estômago, ou a nossa consciência? Pensem nisso...
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Por detrás das cinzas...
Estima-se que 1 em cada 3 adultos no mundo sejam fumadores. Segundo a OMS, o tabaco é responsável por cerca de 90% de todos os cancros do pulmão, 75% das bronquites crónicas e enfisema pulmonar e 25% das doenças isquémicas cardíacas. Para além disto, o risco de cancro do pulmão para os chamados fumadores passivos é 20 a 30% superior às pessoas não expostas. Só no século XX, o tabaco matou quase o dobro das mortes da Segunda Guerra Mundial, o conflito mais sangrento da história. Na década de 60, quando o elo entre fumar e morrer começou a tornar-se conhecido, já o tabaco pertencia a um grande negócio e os fabricantes contrapunham os seus efeitos com uma gama de desinformação, mentiras, lobby e propagandas falsas para manter as vendas em alta. E convinhamos, é ainda um negócio mascarado com a boa vontade das imagens chocantes ou das mensagens gritantes nos maços de tabaco, que rapidamente ficam escondidos usando uma carteirinha. E assim, a consciência desaparece. Mas os efeitos não se ficam pela saúde. Tendo em conta que o tabaco é uma planta excepcionalmente frágil, necessita de altas quantidades de pesticidas e herbicidas para crescer, compostos estes que contaminam a atmosfera, ampliando o buraco de ozono e poluindo numerosos cursos de água, com um impacto avassalador para o ecossistema. Não contamos obviamente com todo o monóxido de carbono libertado aquando da combustão de biliões de cigarros todos os dias. Nos tempos de hoje, a poluição e as alterações climáticas, assim como as doenças pandémicas, tornaram-se um aspecto rotineiro da nossa realidade global. Não será de admirar que daqui a uns tempos, a moda das máscaras usadas pelos asiáticos, se expandam para o resto do Mundo. Mas a nossa ciência não se contenta com estudos retrospectivos e seguimento de casos clínicos em humanos para se chegarem a algumas conclusões óbvias. A experimentação animal segue o seu curso, nomeadamente nos EUA, de cada vez que se criam novos produtos. Já são inúmeras as marcas que lançam os seus cigarros com aromas apelativos, mascarando toda uma realidade hedionda e perigosa. Pois, estes animais são obrigados, por máscaras e tubos endotraqueais, a respirar o fumo do tabaco por 6 horas seguidas, todos os dias, durante 3 anos. No Oregon National Primate Research Center, por exemplo, dezenas de macacos résus gestantes possuem tubos implantados cirúrgicamente, sujeitando-os a um fluxo contínuo de nicotina nos últimos quatro meses de gestação. Uns dias após o experimento, os “cientistas” matam e dissecionam os recém-nascidos de modo a determinar os efeitos da exposição à nicotina nos seus corpos. São apenas alguns exemplos das crueldades levadas a cabo por estes “humanos”. No entanto, a relação entre o tabaco e o cancro do pulmão esteve obscurecida durante anos, uma vez que os dados recolhidos por experiências em animais não revelavam esta relação. Ora, diferentes animais têm diferentes reacções a toxinas e os testes realizados, seja com os cigarros, os cosméticos, os produtos de limpeza, as tintas, ou seja o que for, não são comparáveis aos efeitos no ser humano. Resultado, não só se alimentam actos bárbaros em nome da ciência, como ironicamente carecem de qualquer fundamento ou conclusão satisfatória. Existem inúmeras alternativas a estes métodos já implementados na Europa. Os laboratórios alemães Philip Morris, desenvolveram testes in vitro que usam culturas de tecidos pulmonares para serem realizados estes testes, contrapondo com o paradigma americano. Não custa ter bom senso. Com tudo isto, envergonho-me do facto de ter sequer experimentado um cigarro, por ser “cool”, por ser moda, por ser incitado no cinema ou por um grupo de pessoas que o fazem de modo a socializar. Mas, com tudo isto, pomo-nos a pensar: Qual o nosso direito de fazermos negócio com uma droga que nos encurta a vida e de submetermos outros seres a algo que eles não pagaram para ter, para sofrer…? Pensem nisso…
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Mais do que mel...
Já Albert Einstein tinha remarcado profeticamente que “A Humanidade não irá sobreviver ao desaparecimento das abelhas por mais de 5 anos”. Pois estes pequenos seres são responsáveis pela alta produtividade e qualidade dos frutos em diversas culturas agrícolas do planeta. Segundo a FAO, 85% das flores e 70% das culturas agrícolas dependem de polinizadores. Com isto podem ter uma noção da importância destes pequenos insectos. No entanto, estima-se que nos últimos 15 anos, a população das abelhas decaiu entre 50 a 90%. As causas naturais, mas sobretudo os produtos agrotóxicos são os principais responsáveis por isso. Num ciclo vicioso, desde 1987, quando foi descoberto o ácarro Varroa que parasita as abelhas, a Monsanto, a Bayer e outras grandes empresas químicas carregaram a indústria do mel com insecticidas geneticamente modificados e uma série de herbicidas. O decréscimo da população foi imediatamente notório. Como exemplo desses insecticidas, também usados em Portugal, estão os neonicotinóides, que possuem uma toxicidade de tal forma que afectam o Sistema Nervoso Central das abelhas, causando-lhes uma extrema desorientação, ficando incapazes de voar, de retornar à colmeia, acabando por morrer. Como se isto não bastasse, está a forma como os apicultores tratam as suas colmeias. No momento da extração do mel, é usado o gás cianeto para deixar as abelhas atordoadas e intoxicadas, debatendo-se agressivamente para proteger o que lhes é mais precioso: o mel. Outra prática bastante comum é o corte das asas das abelhas rainhas de modo a evitar que elas abandonem a colmeia. Apesar delas poderem viver até aos 4 anos de idade, uma vez que o apicultor se apercebe que a sua capacidade de produzir ovos diminui, são mortas prematuramente, por volta dos 2 anos e então substituídas por rainhas mais novas. Com tudo isto começamo-nos a questionar eticamente sobre o facto de consumirmos o mel. Mas há quem se interroge: mas as abelhas não produzem mel de todas as formas, em quantidade suficiente para elas? A resposta é não. Nem sempre. Existem países em que para o máximo proveito, os apicultores utilizam quase todo o mel existente nas colmeias, não deixando quase absolutamente nada para as abelhas consumirem durante os longos e frios meses de inverno. Assim, estamos a levar à extinção de milhares de abelhas polinizadoras não pensando nas consequências para o nosso Planeta. Portanto, o mel, caros amigos, pertence única e exclusivamente a estes pequenos árduos trabalhadores que voam quilómetros para conseguirem obter o seu alimento e perpetuar a vida de inúmeras plantas e culturas do nosso ecossistema e não para nosso deleite. Podemos perfeitamente viver sem mel, consumindo o melaço de cana, açucar de côco e caramelo das tâmaras. Pensem nisso…
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Hoje viste a luz do dia…era tudo confuso e ofuscado. Ouviam-se vozes, homens na sua maioria. Eram bruscos e autoritários. Não conseguiste entender o que diziam. No meio de toda aquela agitação, estava um ser igual a ti, aquele que te acarinhou com um olhar mal te viu nascer. Dirigiu-se a ti e imediatamente te saudou da forma mais genuína que uma mãe pode conter. A felicidade emanou o teu pequenino coração que estava a começar a viver. Um tempo depois, aqueles homens retornaram. E, agora mais ásperos do que antes, levaram-te a ti, para longe dela. Os gritos ecoaram pelo parque. Era notória toda aquela aflição, mas nem tu saberias que nunca mais a voltarias a ver… A solidão deixou-te ali, encarcerado num espaço tão pequeno que mal te podias mexer. A saudade e a confusão do que se estava a passar tomavam conta de ti. A comida, deixada num balde, não era a mesma que tinhas provado dela. Já não tinhas o leite dela, pois o leite já não era teu… Todos os dias vias aqueles homens, robustos e rudes. Tratavam de ti como se dum objecto te tratasses. Dali não vias compaixão, dali não vias nada. Um dia, dirigiram-se a ti com um instrumento qualquer que te queimou o alto da tua cabeça, de onde começavam a crescer as tuas pequeninas presas. De seguida espetaram-te as orelhas com uma etiqueta qualquer…Eras um número. Eras mais um. Dias depois, chegou um camião. Nele estavam outros seres iguais a ti. Estavam em pânico sem saber o que lhes iria acontecer. Os homens pegaram em ti e encurralaram-te junto dos outros que já lá estavam. Arrancou… A viagem era longa e ali estavas tu, sem água, sem comida. Já não precisavam de te alimentar. Por fim o teu destino tinha chegado. Com longos cabos de ferro, empurravam-te para uma fila onde entrarias no lugar mais tenebroso que algum dia havias visto. Ouviam-se gemidos, via-se sangue por todo o lado. Tentaste fugir, mas imediatamente te impediram e o cenário ia-se aproximando. A memória do dia em que nasceste tinha-se transformado no pesadelo em que imediatamente irias desaparecer. Apontaram-te uma arma à cabeça que te atordoou…perdeste os sentidos. Os homens penduravam-te agora pelas patas traseiras e dilaceravam a tua garganta, o teu corpo em pedaços… Mas nem depois da tua horrível morte a tua alma tinha sossegado. A tua pele já não te pertencia…já nada era teu. Não descansaste em paz. Foste parar a prateleiras em que os teus pedaços tinham sido rigorosamente embalados e catalogados com imagens de vacas a sorrir. Aqueles homens, faziam agora de ti o seu almoço, o seu jantar e nem imaginavam aquilo pelo qual tu tinhas passado. E a tua mãe, ficara ali condenada ao mesmo fim até que o seu leite deixasse de servir. Ficou sem ti, ficou sem ela própria. E tudo isto se repete biliões de vezes por dia, e a tua alma pede agora a um Deus qualquer, um Deus que te oiça e acabe com este massacre…
#veganismo#animais#direitos dos animais#humanismo#vegan#paz#tortura#massacre#exploraçao animal#animal liberation#libertaçao animal
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O Chester Bennington deixou-nos e o meu pesar não é maior do que o da sua família ou amigos. O meu pesar é muito pessoal, não só pelo significado que o poder das suas palavras teve na minha alma ao longo de toda a minha adolescência e início de idade adulta, mas pela forma como partiu. Por vezes parecemos estar felizes aos olhos dos outros, plenos, preenchidos, com um sentido na vida, com uma família, com uma carreira, rodeados de pessoas que gostam de nós. Temos tudo o que muitos não têm sequer. Mas no fim do dia aquele vazio apodera-se de nós, sem explicação, sem permissão para entrar. Enquanto os outros vêm a luz, nós vemos a escuridão que emana do mundo e, a pior de todas, a que mergulha dentro de nós próprios. Passamos a vida a perdoar-nos pelo passado e não conseguimos desfrutar do presente, do bom que a vida tem para nos dar de graça. Aqueles que têm a capacidade de penetrar o nosso olhar, dão-nos um abraço e confortam-nos com as suas nobres palavras. Mas nem eles imaginam que dentro de nós, continuamos um farrapo difícil de cozer. Vamos atenuando a dor dos dias com o amor pelo próximo e pelas coisas que fazem sentido para nós. Somos impacientes porque no fundo queremos criar o mundo à nossa imagem, aquele que jamais algum dia existirá. E nós sabemos disso de antemão. Mas vamos acreditando e emanando as nossas energias nesse sentido. Tentamos acreditar que lutamos não só por aqueles que nos amam, mas também por nós. Mas quando o nosso “eu” está totalmente desfigurado é difícil obter algum consolo. Contradizemo-nos a toda a hora, porque ora nos erguemos, ora rastejamos. Somos assim, criaturas desoladas e vacilantes com a vida. Teríamos diversos motivos para continuar a viver, mas somos fracos e cobardes aos olhos dos outros. E, no fundo, somos os únicos a compreender o nosso verdadeiro sofrimento, um constante pesar dentro da nossa frágil alma. Nem todos fomos feitos do mesmo... nem todos fomos feitos para estar aqui como nos querem fazer acreditar. Porque aquilo em que nós acreditamos é que existe um lugar, bem longe de todo este universo, onde podemos descansar em paz. E o hábito da nossa ausência acabará por fazer parte da vida das pessoas, que seguirá em frente. Tudo segue o seu curso como um rio que passa. A única diferença é que têm que nos procurar longe das margens e mais perto do coração...
#chester bennington#suicide#depression#suicidio#depressão#vazio#coração#alma#adeus#rip#saudade#música#linkin park
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É o amanhecer. O cântico dos animais lá fora enaltece-me o espírito. É por eles que vale apena renascer. É pela melodia, pela brisa que corre e o cheiro a terra molhada. É o que basta para tocar os meus sentidos. Estarei plena se estiver longe da fúria dos animais humanos e a Natureza fizer parte dos meus dias. Foi com ela que cresci, é nela que irei morrer e morrerei feliz. O sol mergulha no meu olhar e desperta-me para mais um dia em que terei uma missão a cumprir. Lutar. E lutar pela Natureza é lutar por mim. É renascer a cada amanhecer e preencher o meu coração de felicidade. Ser vegan como eu sou, não é comer as plantas em detrimento dos animais. É respeitar tudo o que nos envolve e nos dá sustento. É amar o próximo sem tratamento excepcional ou crueldade. É ser feliz longe da ganância do mundo e viver com os sentidos bem abertos. É viver em harmonia com todos os seres vivos e desejar-lhes o bem em vez de fomentar o ódio. Ser vegan é muito mais que uma designação, é uma identidade própria que cada um tem, seguindo apenas o seu coração.
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O sol bate-me agora no rosto e rouba-me uma lágrima do olhar. Cai, pesada no meu braço, marcado pelas lutas mais tenebrosas da minha vida. Dou um golo no meu copo de leite de soja. Já não me sabe tão mal como antigamente. Por detrás do seu sabor está a minha consciência plena de que não infligi sofrimento a nenhum ser. Nenhuma cria foi afastada à nascença da sua mãe, nenhum animal foi veemente assassinado graças a mim. O que eu dava para lhes poder dizer...vai ficar tudo bem...um dia sereis livres. Mas não consigo, não por agora enquanto todos os dias o mal habitar neste planeta. Endoidece-me a ideia de que o que penso não passa de um mero romantismo e ilusão para os demais. Tropeço nos meus pensamentos de constante luta e argumentação, porque me querem fazer cair e eu acabo sempre por me levantar. Por eles, estarei firme e hirta, ainda que por dentro esteja a rastejar. Não me cabe na cabeça a ideia de que tudo ficará como está, de que tudo piorará. Se assim fosse de que me serviria existir? De que me serviria acordar todos os dias com o mesmo propósito com que me deitei?... A minha ingenuidade ainda me leva a acreditar na pureza das pessoas, mas não há pureza nenhuma no acto de matar ou mandar matar por nós. Há sim maldade, violência e ódio. E o ódio é o único sentimento que encontro exclusivo ao ser humano. Os restantes seres não vivem dele, vivem dos seus primários instintos de sobrevivência. Mais nenhum ser neste mundo mata outro por prazer ou divertimento. E assim me entristece pertencer a esta espécie que intitulo de sem alma, sem coração. Os amigos tornam- se escassos quando abrimos a boca para a verdade. Somos o que ninguém quer que sejamos, então rejeitam-nos como se de uma selecção artificial se tratasse. Na escola, no trabalho, em casa, somos ridicularizados pelos nossos actos. Não fazem parte do modelo convencional. Desviaram-se do caminho dado como certo desde que nascemos.
Mas foi este mesmo sol, que me viu nascer e me louvou quando eu anos depois renasci. Porque mudar implica viver outra vez, mas de um forma íntegra e sustentada pela essência das coisas.
E esta vida tão simples e pura, vive do pouco que a Natureza lhe dá e do calor dos sentimentos para com os animais. Não a trocaria por nada deste mundo. Preferia morrer do que pertencer à classe do ódio e dos morticínios. Hoje, a única infelicidade que trago é a aflição de ver o tempo a correr e o mal a prevalecer, nos interesses da sociedade e dos governos. Mas é com estes mesmos braços que luto e perduro. É com eles que elevo cartazes, que dou de comer a quem mais precisa. E assim serei, enquanto a minha existência me permitir e acredito que no fim de mim mesma, o meu universo continuará a transmitir a sua energia àqueles que ao meu lado querem lutar.
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Que ânsia em me debruçar sobre a janela ao som de um instrumental taciturno. Ficar a respirar para fora a angústia que trago dentro. Mas nada eleva o meu espírito. Nada desmonta o meu desgosto, as emoções das coisas simples e tristes. À medida que as notas pulam, carrego os batimentos do meu coração com pesar. Parece que nada me eleva, nada me faz levitar. O vento foge lá fora arrastando no tempo as coisas belas. Os pássaros cantam sabe-se lá de alegria ou de aflição. As árvores mergulham no solo que lhes dá sustento e, ao mesmo tempo, as faz secar. Nada na Natureza de hoje é inteiramente feliz. Isso é um sentimento demasiado fugaz e só quem sabe como, é que o consegue agarrar. O mesmo se passa com os rios, as plantas, os animais. Na sua essência são felizes até que o Homem os invada e se apodere deles com toda a sua vaidade. Também os Homens se apoderaram de mim, almas alheias que insistem em arrancar-me o meu pedaço de paz. Vivo daquilo que os outros querem que eu viva, pois por mim não era ninguém. Era eu, somente eu. Mas não querem que eu seja eu pelo mal que faço às suas consciências. Os meus valores em nada se encaixam com os demais, são uma espécie de alienígenas à procura da sua terra para sobreviver, longe do fogo e do mal do Universo. A música que ecoa nos meus ouvidos esbate-se e esmorece. É o reflexo do que vivo dentro de mim. Um desvanecimento de alma num mundo onde apenas cabe o ódio e o dinheiro. Não fui feita para estar aqui. Procuro um porto de abrigo dentro da solidão dos meus pensamentos. Estarei plena assim enquanto o mundo não se detiver a ele próprio. Sinto-me impotente no meio de tanto caos e violência. Estarei comigo mesma até que me deixem sair dentro de mim para estar perto daqueles que me conseguem ouvir. Sei que lá fora deambulam criaturas como eu, que não se alimentam da crueldade alheia nem do sangue dos animais. À sua maneira vivem no seu pedaço de terra, no seu coração de paz e esperança. E quero que elas saibam que sou rica graças a elas, graças à nobreza do seu espírito e das suas acções. Um dia deixaremos de ser os diferentes e os estranhos e seremos um só, num mundo pleno de amor e compaixão por todos os seres que nele coabitam. Até lá, continuarei aqui, a oferecer a pouco e pouco a minha luz às sombras das pessoas.
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