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O riso disfarçou, mas meus olhos ainda gritavam, abafando a solidão que eu carregava por dentro.
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Ficar sozinha me lembra o quanto eu tô sempre fingindo, o quanto eu tô sempre bem pra todo mundo, tá tudo sempre certo, eu nunca reclamo, não arrumo briga, tô sempre pronta pra rir, inclusive de mim, mas quando eu fico sozinha e a máscara cai, só me resta o choro, compulsivo, descontrolado e aparentemente sem motivos, fazem exatos dois dias que estou sozinha em casa, sem ninguém pra me assistir, fazem exatos dois dias que choro por aparentemente nada.
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Reconstruir-se depois de uma queda não é simples; é um processo silencioso, doloroso e solitário. Cada pedaço do que foi quebrado precisa ser encontrado, analisado, limpo e, por fim, recolocado. Não há pressa, mas há peso — o peso do que se perdeu, do que foi ferido, do que se entregou em vão.
Às vezes, sinto minhas próprias mãos pesadas, como se tentassem segurar pedaços que não se encaixam mais. Memórias e marcas do passado surgem como sombras que me lembram que nada volta a ser exatamente como era, e que a reconstrução é menos sobre recuperar e mais sobre reinventar.
Cada lágrima derramada faz parte desse processo. Não são apenas sinais de dor, mas também de coragem. Chorar é admitir que algo dentro de nós quebrou, mas que, mesmo assim, temos força para continuar, para recolher os cacos e transformá-los em algo novo.
O silêncio que antes me sufocava agora se torna espaço para reflexão. Aprendo a ouvir minhas próprias necessidades, a reconhecer o que merece atenção e o que deve ser deixado para trás. Reconstruir-se é aprender a diferenciar entre peso desnecessário e aquilo que realmente nos fortalece.
E há dias em que a solidão se torna companhia, porque só nela consigo organizar meus pensamentos, meus sentimentos e minhas decisões sem interferência alheia. É um momento doloroso, mas necessário, para que cada escolha futura seja feita com consciência e força.
As memórias do que aconteceu não desaparecem; elas se transformam em aprendizado. Cada ferida, cada erro, cada perda serve como guia para evitar se perder novamente em situações que não nos valorizam ou que nos machucam.
Reconstruir-se também é aceitar vulnerabilidades. É entender que não precisamos ser fortes o tempo inteiro, que há beleza em sentir dor e que a verdadeira força está em continuar existindo, mesmo quando tudo dentro de nós grita por desistência.
Há momentos em que o medo ameaça me paralisar, lembrando-me do qu��o frágil sou. Mas é exatamente nesse instante que percebo a profundidade da coragem: não é a ausência de medo, mas a capacidade de agir apesar dele.
E, no fim, percebo que a reconstrução não é um ponto final, mas um ciclo contínuo. Cada dia, cada desafio, cada escolha contribui para formar alguém mais consciente, mais íntegro e mais capaz de lidar com a própria intensidade emocional.
Por fim, reconstruir-se é reivindicar a própria vida. É olhar para os destroços do passado, reconhecer sua dor e decidir caminhar de cabeça erguida, com as marcas visíveis, mas com a certeza de que ninguém mais poderá definir quem você é.
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Tem dias que o melhor cuidado é ficar em silêncio e sentir o próprio corpo respirando.
Psi Vanessa Maia
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é sobre estar sozinha quando você tá tendo uma crise de ansiedade, é sobre você ter que ser forte até mesmo na hora que está mais vulnerável, por que dói tanto, mas tanto que você só quer fazer com que pare de doer. é sobre você mesma ter que ir buscar uma água pra tentar se acalmar, é sobre estar sozinha nos piores momentos.
t.
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