um compilado do que sou, misturado a viagens e pensamentos
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Oi
Eu nem sei como começar… então talvez eu só escreva sem que faça algum sentido pra mais alguém..
Eu não queria escrever sobre amor, ou qualquer coisa sobre outra pessoa, mas cê surgiu tão do nada, inesperadamente (pra ser sincera ontem à tarde), já me convidando pra sair me levando pra jantar, que eu não consegui acompanhar tudo ainda .
Desde minha última decepção amorosa, pra ser mais exato, dezembro.. eu saí pelo mundo a fim de encontrar respostas, sentido e um objetivo que fizesse valer estar viva.
Eu tava seguindo o fluxo, sem muito norte, mas indo focando em mim, sem querer me apegar ou nada do tipo.
Ainda sinto os traumas, sinto medo absurdo de ser trocada (de novo e como sempre) e ainda guardo na memória todas as vezes que eu tive que ouvir um “gosto de você, mas…” e eu decidi anular sentimentos além de afeto passageiro.
Até que, eu me senti querida ontem, quando você me levou pra jantar, quando trocamos sorrisos sem graça de primeiro encontro… até nas conversas sobre minha viagens e sobre o quanto eu amo correr, viajar e escrever. Senti o afeto
Afeto esse que eu tenho insistentemente distribuído na certeza que isso me faz bem, mas me senti melhor ontem, quando senti o afeto vindo de vc até mim.
E eu sei que parece besteira (admito) mas é que por trás dos meus 25 anos, ainda tem uma garota que quer muito viver uma paixão que não termine em trauma e desilusão.
Ontem foi meu primeiro date real, daqueles que você se sente respeitada, sem nenhuma intenção por trás.. e eu jurava que você seria só mais um, mas você foi um fofo.
Obrigada por ter me chamado (do nada) pra jantar, sem nem termos conversado tanto assim (hahaha). Obrigada por, mesmo sem intenção, ter me mostrado que independente de tempo ou idade, ainda existem pessoas que valem a pena. Obrigada por não querer só meu corpo, mas querer minha companhia, ouvir minhas tantas histórias e rir (nem que seja por educação). É que eu ainda não tive a chance de te contar, mas eu amo poder fazer as pessoas sorrirem… amo contar histórias e me sentir ouvida.
A noite terminou comigo levando uma sacola com comida embalada, você me deixando na porta de casa e um beijo tímido de ambos (desculpa, é que fazia tempos que eu não era tratada assim, infelizmente).
Fechei o portão e meu coração parou por um momento. Eu não sei o que houve, nem o porque, só sei que eu senti que devia me permitir viver isso.
Seu interesse em saber meus planos pro domingo me fez abrir um sorriso de canto, e lá fui eu te encontrar no cinema. Me dei conta que eu nunca fui ao cinema com meu ex, e talvez por isso (e por tantas outras coisas) eu tenha desenvolvido uma insegurança fodida por parecer ser apenas a pessoa cômoda e afetuosa que ele tinha, inclusive, me lembrei que uma vez ele me disse se sentir amado de verdade por mim…bom, quando ele me disse isso, me dei conta que eu nunca tinha experimentado desse sentimento com ele.
Mas vamos falar de você! E de como ir ao cinema contigo me trouxe de volta à “Ge sonhadora”, criativa e risonha que tinha sido engolida pela “Ge produtiva”, que achava que o dinheiro podia substituir o amor.
Eu ouvi minha gargalhada ecoar numa sala escura, enquanto sentia seu peito e sua mão me abraçar.
Sim, a gnt se conhece a 48h e você me fez repensar muitas coisas (inclusive, me deu coragem pra escrever aqui também, nem que seja sobre você).
Eu achei que seria só um jantar, mas você se tornou especial… não pelo que você tem ou pode oferecer, mas por me deixar acreditar mais uma vez no amor (e no quanto a vida pode ser boa).
Espero que a gnt possa ter mais boas lembranças, troca de memes, conversas sobre viagens e talvez você possa ir comigo no meu voo de balão, eu não sei, mas obrigada por ter feito meu fim de semana ter sido inesquecível.
Com amor,
A redatora freelancer que fala de viagens e sobre a vida
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