minhas ponderações são muito individuais, mas, se por algum motivo muito desconhecido você parar por aqui, seja bem-vindx:)
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12.12.22
Acabei de ver um trecho no reels que trata sobre investir em relações, que serão propícias para mim, causarem impactos sobre a minha existência. Esta afirmação é, de fato, uma perspectiva que acredito, afinal, quando nos identificamos com um grupo, temos aquele gostinho de pertencer, e isso torna a vida mais aprazível. Viver em afinidade com alguém é saber que as chances de sermos felizes é muito maior, pois seremos confortados na tristeza e celebrados na alegria. Acho que são essas as sensações que sinto falta e que ficaram para trás com as minhas boas memórias do IFES. Tornei os meus amigos parte da minha vida: abri a minha casa e desabafei sobre a minha história, mesmo sabendo que nem sempre eu dividi boas considerações.
Atualmente, na UFES, a pessoa que mais me aproximei foi G*. Entretanto, apesar da forte proximidade, não o sinto tão próximo a mim. Mas, também, não sei se, enquanto vivenciava as amizades do IFES, eu me sentia pertencente a alguma coisa. Recordo-me de ocasiões em que me afastava gratuitamente, apenas seguindo os comandos das assombrosas vozes mentais que insistiam em me fazer acreditar sobre a minha inutilidade.
O que é péssimo para mim, hoje, é que eu ainda convivo nesta agonia de me sentir pertencente a nada. E, pior, acredito cegamente que falar sobre isso com outras pessoas é desgastante e que ninguém queira me ouvir mencionar sobre estas dores tão constantes. É esse vício na insegurança que me desloca, que me traz medo e falta de tato para lidar com os outros. E sinto-me sozinha porque sou fechada, tenho medo de me abrir e se assustarem com tamanho sofrimento, muitas vezes, inútil. Tenho receio de que, sabendo que, além do pouco a oferecer materialmente, e do berço desestruturado do qual eu vim, as pessoas simplesmente se afastem, afinal, o que é que eu posso oferecer?
Antes, eu fornecia o meu bom humor, usando a persona de bobo da corte que criei e isso me fez ser mais aceita. Sempre estive sorridente e brincalhona, muitas vezes, após ter sofrido humilhações em casa. Só que ao mesmo tempo em que eu me sentia contente por partilhar um momento de leveza com que me fazia sentir bem-vinda, ao chegar em casa, tinha a sensação de que ninguém estava me enxergando realmente para perceber que, no fundo, eu estava mal. A sensação é parecida com aquelas de pesadelos em que tentamos gritar, mas que não sai qualquer som da boca. Tenho medo das minhas angústias serem tão grandes como as do Robin Williams, que teve TUDO que se é possível obter em uma carreira de sucesso, mas que, mesmo assim, padeceu frente à angústia e à exaustão psíquicas que rotineiramente o incomodavam.
Não quero chegar ao fim deste texto na defesa de que devo viver sem me importar com os outros, porque tanto acho mentira quanto sei que mesmo desejando, essa mudança não ocorreria num passe de mágica. Mas gostaria, sim, de ter uma conclusão de concernisse o que fazer com a minha vida. Meu medo, neste sentido, são compatíveis com os da Fleabag no episódio em que ela amassa o padre pela primeira vez na igreja: “Eu quero alguém que me diga o que vestir toda manhã. Quero alguém que me diga o que comer, o que gostar, odiar e ter raiva, o que escutar, qual banda gostar, do que comprar ingressos, com o que fazer ou não piadas. Quero alguém que me diga no que acreditar. Em quem votar, quem amar e como dizer. Acho que quero alguém que me diga como viver a minha vida, padre, porque até agora, acho que só errei. É por isso que as pessoas precisam de você nas vidas delas, porque você diz como fazer. Você diz o que precisam fazer... E o que vão conseguir no fim. Apesar de não acreditar nas suas besteiras e saber que cientificamente nada que eu faça faz diferença no fim, continuo com medo. Por que ainda estou com medo?” É neste pesar que, infelizmente, permaneço existindo.
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Amazônia e povos tradicionais, hoje um depende 100% do outro para existir. Esse pirarucu alimenta muita gente, as escamas depois servem para confecção de outros objetos, nada é desperdiçado. Uma relação de respeito mútuo.
Amazon and traditional peoples, today one depends 100% on the other to exist. This arapaima feeds a lot of people, the scales are then used to make other objects, nothing is wasted. A relationship of mutual respect.
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Each person embodies their own beauty, sometimes exhibited and often hidden.
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Eu voltei hoje porque eu sinto que quando o caos tá absurdamente instaurado, é pra cá que eu devo direcioná-lo.
Estou escrevendo porque definitivamente não sei mais como externalizar os meus sentimentos, senão usando as palavras. Vai que no futuro, ao ler essas divagações, eu entre em uma nostalgia que me faça repensar os novos rumos que a minha vida tomou… Afinal, a vida é incerta e, como nos filmes, eu, por Deus, espero que passar por toda a merda de hoje me traga algum fruto positivo no futuro, pois é só a esperança que me motiva a prosseguir hoje.
Já pensei tantos absurdos que há muito tempo não passavam pela minha mente: hoje vi uma notícia de bombardeamento na fronteira entre a Polônia e a Ucrânia que deixou 2 mortos e desejei que eu estivesse lá. Isso é bizarro de inúmeras maneiras, mas também me fez refletir sobre uma coisa que a minha professora de Mundial vive dizendo: somos o resultado de um somatório de coisas, inclusive de questões geopolíticas que atravessam o mundo. Tanto que, toda vez que vejo os traços egoísticos da minha mãe ou do meu padrasto dando as caras, com suas falas rudes sobre a necessidade de se trabalhar para ter dinheiro e depois gastando parte dele com a “diversão” - bebendo como um velho Opala 1978 - percebo que isso também foi resultado de uma doutrinação que quis impor que a exploração da mão de obra seria a única coisa que poderia trazer dignidade a alguém. Esse discurso, hoje, me cansa tanto. E é muito por causa dele que eu tanto prezo pela escolha certeira dos políticos atuais, mesmo sabendo que eu mesma sei sobre isso muito pouco. E isso me deixa frustrada, pois prezo pelo conhecimento de todos sobre o assunto, inclusive o meu, mas tenho ainda muitas falhas argumentativas a seu respeito. De qualquer forma, sei que, por causa da minha existência se dever ao amontoado de coisas somados que acontecem simultaneamente neste mundo - como o bater das asas de uma borboleta que transforma-se em um furacão do outro lado do mundo -, devo ter cautela em assuntos de tanta importância, os quais definitivamente irão definir os novos contornos do país que pretendo viver por pelo menos mais 3 anos aproximadamente.
Sobre a insensibilidade do pensamento acima acerca da guerra, entretanto, peço desculpas. Espero que essas ideias não perturbem por muito mais tempo a minha mente.
Sobre os próximos 3 anos de Brasil, isso se deve ao fato de, atualmente, eu estar num surto existencial contra boa parte da minha família, pois sinto que todos eles contribuíram para as minhas falhas de hoje. Sinto que a minha mãe, com a sua dureza e insensibilidade, não me conforta e transmite a sensação de segurança e consolo que deveria. Em contraste há o meu pai, que transforma pequenices em eventos sumariamente caóticos e, ao invés de ajudar, apenas atrapalha a resolução dos meus conflitos. Tenho também as minhas irmãs: uma se acomodou num relacionamento fragilizado e clama pela atenção de um marido que, aparentemente, tem pavio curto e cuja brutalidade assemelha-se a do meu pai - o que faz parecer que ela vai só reproduzir o casamento fracassado dos meus pais na versão 2.0. Já a outra, acomodou-se mesmo à sua própria insignificância, evitando contato com o mundo social de um jeito pior que o meu e, aos 32 anos, não tem ensino médio completo e vive às custas do meu pai no seu mundinho eternamente infantil. Os outros, além dos citados, são meros coadjuvantes, que pouco se importam, pouco se fazem presente, pouco têm importância (apenas um salve à Tia Lúcia e à minha vó). E é por isso que desejo me ver longe daqui: quero me livrar de quaisquer amarras para, ao menos, ter a chance de perceber se elas me prendem por causa de mim ou pela vida fracassada que levo.
No meio disso tudo, ainda vejo uma constante necessidade de crescer financeiramente, mas já não sei se isso é só para me transmitir a estabilidade material que desejo ter ou se há razões vazias por trás. As ideias de conforto e de passar uma imagem de inabalável sustentada por um bom poder aquisitivo já se misturaram na minha mente, mas quanto mais eu tento me informar para buscar meios de ascender, pior eu fico, porque eu sei que levaria muito mais tempo e esforço do que eu gostaria até chegar ao patamar que desejo ter. Hoje, inclusive, pesquisei sobre a inserção profissional na Suíça e em Luxemburgo, só para sentir o gostinho do que seria viver por lá, afinal, pelo menos sonhar é de graça. De qualquer forma, apesar da possibilidade de empregabilidade de brasileiros existir, sinto que desejo ter mais do que a simples mão de obra a oferecer: quero entender plenamente o funcionamento da economia e comércio internacional, quero ter algo de realmente diferente e útil a fornecer e a minha auto cobrança para isso está me enlouquecendo.
Vejo os meus amigos se desenvolvendo e, aparentemente, sabendo exatamente o caminho a trilhar e eu, depois de uma pandemia custosa em todos os sentidos - inclusive no monetário -, e, agora, enfrentando um péssimo desempenho acadêmico e não-tão-produtivo estágio, percebo-me cada vez mais afundando no limbo do fracasso. Eu sinceramente sinto que já estou enterrada, só falta jogarem a terra! A ideia de não querer me alienar, de realmente ser útil à humanidade, contribuindo para informar e reduzir desigualdades ao mesmo tempo que sei exatamente o porquê fazer isto, tem me destruído. Eu sinto que aos 22 anos eu deveria saber mais o que fazer. Mas eu não faço a menor ideia do que ser ao mundo e nem a mim. Eu sinto o meu nível de estresse como o da irmã da Fleabag a cada “a” direcionado a ela e eu nem curto muito a personagem… Talvez a resposta está na última palavra da penúltima frase: mim. Talvez eu devesse começar por aí...
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Análise reflexiva sobre ‘Hereditário’
Não achei que um dia fosse capaz de destrinchar algum raciocínio sobre filmes de terror, porque, na verdade, nunca achei que eles fossem merecedores de grande atenção. Normalmente, deparo-me com temáticas clichês, dispersão fácil, ausência de coerência entre as cenas, entre outros fatores que destroem o funcionamento da obra. Mas ontem, assisti “Hereditário”, e trouxe comigo algumas observações plausíveis sobre o contexto.
O filme narra a história de uma família, que perde dois entes em situações distintas: a matriarca (avó) e a neta. O vínculo entre as duas é muito forte, mas, ao contrário do que se espera, ele foi constituído não de forma natural, mas por meio de valores espirituais elaborados pela própria matriarca. Ao falecer, eventos estranhos começam a acontecer, e o pior de todos eles, obviamente, é a morte da neta. A mãe, no desespero de tentar reter o laço com a filha, participa de um ritual para chamá-la, o que transforma de vez a vida dos familiares remanescentes. Por fim, o que sempre foi desejado pela avó era a consolidação de uma nova religião em que a neta seria a figura mor da seita, porém apresentada dentro de um corpo masculino.
O que me marcou, em toda a trajetória da história, foi o surpreendente final. Não porque eu já não soubesse quais eram as ânsias da senhora até mesmo após a morte, mas porque tudo que sempre foi buscado pelos pertencentes à seita, era uma figura masculina, que pudesse dar sustentação e erguer a nova igreja, ainda que todos os preceitos elaborados tenham sido fruto da consciência feminina. Isso demonstra muito as discrepâncias vislumbradas pela sociedade entre aquilo que provém do homem e da mulher, em que, mesmo as informações tendo essências semelhantes, o imaginário coletivo dá mais voz à figura masculina. As religiões pagãs, apesar de toda sua fortuna em relação às histórias e crenças, não possuem o mesmo valor do Cristianismo, cujo aspecto principal é pregar a figura de Messias masculinizada. Seitas matriarcas são brevemente, ou nunca citadas pelos livros, o que novamente traz à tona todas as questões de gênero que desqualificam e subjugam todas as mulheres. O surpreendente da obra é exibir esse infortúnio em tom de crítica na última cena, melhorando, ainda mais, a qualidade do filme.
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08-04-2020 (no meio de uma quarentena)
Eu aprendi que a originalidade é derivada da junção de várias ideias já existentes. Não é um fenômeno espontâneo. Portanto, para enriquecer essa pobre mente, irei SEMPRE criar reflexões relacionando uma coisa à outra. Mesmo que, numa análise superficial, nada pareça fazer sentido.
Quem sabe um dia eu não seja considerada genial?
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Análise reflexiva sobre ‘O Perfume‘
Ontem, eu tive a satisfação de terminar a leitura, que há muito tempo tenho posse, mas só criei coragem para mergulhar em sua história faz 1 mês. O Perfume conta a trajetória de Grenouille e sua busca incessante pela fragrância perfeita. O personagem, desde novo, foi tomado por superstições maliciosas, as quais direcionavam a ele maus olhares e enraizavam preconceitos. Seu ‘Geist’, por consequência, foi o trabalho árduo naquilo que desde o seu nascimento lhe faltava: a construção dos mais deliciosos odores.
Grenouille sempre foi em busca de tornar a sua produção a mais perfeita possível, e, para isso, não hesitou em se tornar ajudante de diversos profissionais que pudessem mostrá-lo, detalhadamente, a forma de um cheiro bem elaborado. E foi a ideia de constituir o frescor mais singelo humano que levou o personagem à sua busca desenfreada. O frescor humano era o ponto primordial de diferenciação humana, aquilo que poderia distinguir os ricos e pobres, os homens das mulheres, a pureza da libertinagem. Esse traço tão marcante o impulsionou a tomar medidas descabidas para atingir o mais alto padrão de prestígio de todos os outros que o cercavam, e apesar de não criar real sentimento por nenhum, a ideia de toda atenção voltada a ele alimentava seus sórdidos desejos.
A idealização de um perfume que pudesse fazer Grenouille se tornar parte da mais alta classe da França do século XVIII, em muito tem a ver com a cansativa busca pela perfeição estética alimentada pela indústria atualmente. A procura alavancada pelas redes sociais demonstram a eterna insatisfação da sociedade, que se mostra cada vez mais vívida para alcançar o corpo dos sonhos. Frisa-se, contudo, o ponto primordial que manipula as mentes alheias: o “padrão” tão almejado é inexistente, é tudo aquilo que maquiam maquiavelicamente para te fazer acreditar que há, de fato, um objetivo a se traçar. É perda de tempo, dinheiro e sanidade mental.
Mesmo diante da utopia em se padronizar algo como perfeito, é possível perceber um traço em nós que demonstra a infelicidade que nos consome e a soberba, sendo isso a capacidade desimpedida em julgar o outro. A demarcação de esteriótipos desrespeita as particularidades, desenhando uma realidade muito comum a todos. Quando Grenouille é apresentado como o assassino de 25 virgens na busca pelo melhor perfume de todos os tempos, desdenham-no, inicialmente, pondo em dúvida se um “serzinho tão insignificante como aquele” pudesse ser capaz de tamanha atrocidade. Tal fato só demonstra o quanto as aparências podem enganar e que encaixotar determinados comportamentos e atitudes, relacionando-os a sujeitos muito bem delimitados é uma péssima forma de criar conceito sobre algo ou alguém. Tudo é possível e é a partir disso que atiçamos a curiosidade para conhecer o novo e engrandecemos nosso conhecimento.
Por fim, o que mais me encabulou e permanece como uma dúvida profunda é: de que é feito o amor? Não tenho respostas ainda para aquilo que irá desencadear sentimento tão arrebatador e se (encaixotando as ações) existe uma fórmula pronta. O que eu sei é que é certeiro, doloroso e cruel. Mas não sei se isso procede de uma idealização, ou daquilo que é palpável. Meu único desejo é saber tratá-lo com sabedoria.
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Há alguns dias, optei por assistir a uma obra que, faz algum tempo, despertava minha curiosidade em relação à sua construção. O filme “O Artista” foi uma escolha certeira no que tange às divagações que venho tido em meu amadurecimento. Ao contemplar a película como um todo, anotei alguns aspectos que me foram marcantes enquanto me deliciava com o romance ambientado entre os anos 1920 e 1930, o que apenas elevou meu respeito e admiração à época que nos ajudou a construir o que somos hoje (sem fazer juízo de valor algum).
O primeiro aspecto que me foi saliente foi a subjetividade em relação à Arte, que em suas variadas faces, mostrou-se, durante o trajeto da exibição, distante do que costumo apreciar. A aparência que transitava entre todos os tons possíveis presentes entre o branco e o preto, mas não multicolorida, encantou e captou minha atenção. Arte essa que foi tão elevada pelos tempos iniciais da indústria cenográfica. O dispêndio de dinheiro e tempo pela sociedade da época em nada se compara com o que vemos nos dias atuais. Apesar de ainda existirem os que se deliciam com romances nas telas de cinema, não é mais tão vislumbrado o divertimento preso às suas telas. Entretanto, durante o início do século passado, o surgimento dessa forma de lazer trouxe para todos que apreciam o lado “florido” do mundo, a Arte palpável, aquela que tão rapidamente transformou tudo que é produzido pelo entretenimento.
Sua evolução, no entanto, não foi simplória e aceita como parece. E, diante disso, outro pensamento (este muito pertinente ao meu estado atual mesmo!) surgiu: o paradoxo entre o progressismo e o conservadorismo. Muitos configuram as obras cinematográficas em revolucionárias e pujantes. E, de fato, muitas ideias que fortalecem o cinema advieram daquilo que jamais foi visto. Ideias originais, entretanto, não são espontâneas. Elas provêm de algo já criado e consolidado que, em conjunto com um ou mais aspectos, possibilitam construir o novo. Muito me perguntei se o progresso dos filmes pudesse ser fruto de algum pensamento rebelde, cujo ponto principal era dar voz aos atores. Tal relato puxa um gancho para o questionamento da fala como fator mais adequado para fazer notar a presença de alguém.
O ato de falar, mesmo que suscitado nas mais diversas situações, não é essencial para passar a mensagem que se deseja. Modos bem constituídos podem substituir o discurso singularmente. Além de explorar outros lados subestimados, é possível apresentar-se como uma figura ímpar, uma personalidade que nunca antes se teve. Não nos tornamos, por assim dizer, indecifráveis. Não é necessário achar que funcionaremos como códigos, mas sim, usar outras ferramentas da percepção de forma justa e coerente. No decorrer do filme, a expressividade dos atores foi marcante e cada gesto combinado com instrumentos fonográficos deliciaram a minha vivência. É como se eles sempre tivessem conversado. A sinestesia elaborada permitiu que eu pudesse ouvir com meus olhos e emocionar-me pelos meus ouvidos, fazendo com que toda parte da história captada destacasse os momentos de agonia, dor, desencanto, orgulho e, acima de tudo, amor. E amar foi o que fiz durante o percurso do filme. A escolha foi certeira e só alarmou ainda mais o fato de tudo estar interligado e de absolutamente tudo que existe ser necessário de alguma forma.
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