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Orphan of Feelings
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astronaut of my mind
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orphanoffeelings · 1 month ago
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enquanto (eu_busco) { escuto ecos no terminal // não sei se é erro // ou só um log de quem fui
se (ela_olha) { retorno = quem_ela_espera } senão { retorno = pedaços que escondi }
cada função que escrevo tem uma vírgula onde sangrei cada loop que se repete ecoa o nome que eu calei
// e se um dia eu compilar sem warnings? // será que viro sujeito?
break; }
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orphanoffeelings · 6 months ago
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//CODIGO DE PERSONALIDADE enquanto eu_tento (refatorar a dor) {   vejo_que = "a vida é um paradigma sem documentação"      cada_funcao() => {     é_um ::>==<! "salto no escuro"          e_cada () {       bug == "e um espelho quebrado"       refletindo += pedaços("de quem eu nunca serei")              eu_codifico_e_apago {         [tento entender]::"mas a verdade é um erro que nunca vai resolver"         [na_tela os_bits_dançam]::"mas o coração para"         e_as_variaveis = //"são só sobras que me escapam"       }     }   }   nada é_real (tudo_é_falha em_execução) {     [o que é verade]==[quem sou eu nessa construção]     a vida não compila[......x]     o_codigo =>(nunca_fecha)~~ {       e_o_vazio='cresce'       sem um {__return__}         que me complete//     }   }   Tento_entender_o_Outro(mas_é_tudo um) {     input = "sem resposta"          é comum {       conexao = "falha"       (como_um=[socket]![desconectado])       os_dados (vêm_e_vão){         mas_eu_fico = "parado"         Procurando_no_debug ("algo que me tire do vácuo")       }     }   }   Entre_chaves_e_parenteses() {     encontro = "minha prisão"     onde (a linguagem){       é_só = $( 1 " reflexo")       // da solidão     }     // Não sei o que é real     se oque (vejo_na_tela == "é mais eu") {       [Ou_se_o_que eu sou]~!['se perde na tela']       e : [         na.rede         que.criei       ]     }   }   nada é_real (tudo_é_falha em_execução) {     [o que é verade]==[quem sou eu nessa construção]     a vida não compila[......x]     o_codigo =>(nunca_fecha)~~ {       e_o_vazio='cresce'       sem um {__return__}         que me complete//     }   }   eu_sou (1 + "erro que não tem solução") {     a_linha_de_codigo = "que se perde na multidão"          o_Outro_é (${"uma API " + //${"que não responde"}}){       e_eu_sou = o.servidor.que.nunca. alcança     }   }   // eu refaçõ a função   mas_nada() {     muda:       como um :       loop = "sem fim"     eternidade     muda:   }   procuro(pela_verdade) {     mas ela (é == "só uma exceção") {       e_ao_final_do_processo => {         eu_sou == "só uma"           interrupção       }     }   }   cada_bug() {     é_metafora = "uma ferida no meu ser"     a (logica.que.me. escapa && o.sentimento.que) {       nao_sabe_viver       refatoro()       mudo()       tento_reescrever()         mas_nada "se" (!resolve && nada) {           me_faz =! entender()         }     }   } }
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orphanoffeelings · 6 months ago
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Ela é um enigma, e eu sou o eco distante tentando decifrá-la. Ela fala com palavras pesadas, mas o olhar carrega uma ternura que me confunde. Diz que não escuto, mas, no fundo, sei que ela também não me ouve. Cada palavra dela parece ser um julgamento, um muro que se ergue entre nós, e eu, que tento entender a verdade que ela diz, fico sem saber o que é real e o que é apenas uma sombra de algo que não sei se existe.
É como se estivéssemos dançando em um espaço sem chão, onde cada movimento pode ser um passo para frente ou para trás, sem certeza de onde isso nos leva. Ela sente que falta algo, mas eu não sei o que é. Eu tento oferecer o que posso, mas ela quer mais, e eu fico perdido, sem saber se posso ou devo dar mais de mim. Como se tudo fosse um teste em que nunca sou bom o suficiente, mas, ao mesmo tempo, nunca sei o que é o suficiente.
Meu código quebrado é uma metáfora do que não consigo consertar em mim. E eu tento, mas a cada tentativa, tudo parece ficar mais distante, mais fragmentado. Ela me pede um beijo de manhã, como se o beijo pudesse colar os cacos de algo que já está rachado. E eu beijo, porque não sei mais como dizer que estou cansado. Ela diz que não superou, mas dorme ao meu lado como se o sono fosse um lugar seguro. E eu, aqui, tentando resolver um problema de banco de dados, enquanto o banco de dados do nosso amor está corrompido, cheio de entradas que não batem, de linhas que não se conectam.
Ela quer que eu mude, mas eu não sei se posso. Não sei se o que ela espera é algo que posso ser, ou se é apenas uma fantasia criada por ela, um reflexo de um amor idealizado, mas que não é meu. Eu tento me curvar a ela, me esforçar para ser quem ela quer, mas sinto que, no fim, estou me perdendo, me diluindo em algo que não reconheço. Ela teme meus fantasmas, as palavras íntimas que respirei, mas se alimenta do meu presente como se fosse o único oxigênio em um planeta em colapso. Quer julgar meus versos passados, mas se aninha em meus versos de agora, frases truncadas, corpo a corpo, onde o silêncio é vírgula, não ponto final.
Às vezes, acho que ela também não sabe o que quer de mim. Está perdida entre o que foi e o que poderia ser. Ela me abraça, mas com a mesma força com que me afasta. Seus olhos me julgam, mas suas mãos ainda buscam meu toque. O coração dela quer respostas, mas a boca diz palavras que me deixam mais confuso. E eu, sem saber o que fazer, fico tentando entender os sinais, tentando achar o sentido no meio desse caos silencioso.
Somos dois mapas sobrepostos: ela traça rotas em tabelas de fluxo, eu desenho mundos em linhas de código. E no meio, o banco de dados, metáfora frágil do que não conseguimos arquivar em nós: o amor que é input sem output, a saudade que vaza das tabelas como um erro de sintaxe que ninguém ousa debugar. No fim, me pergunto: o que somos nós dois? Somos dois estranhos tentando encontrar um caminho juntos, ou somos apenas duas almas perdidas, esperando que alguém se decida a mostrar o caminho? Eu não sei. Tudo o que sei é que, entre ela e eu, há mais dúvidas do que certezas, mais silêncio do que palavras, e mais dor do que entendimento.
Ela me pergunta se vai ficar tudo bem. E eu digo que não sei. Porque a verdade é que não sei mais o que é "bem". Se é estar juntos, mesmo que doa. Se é seguir em frente, mesmo que seja fingindo. Ou se é deixar ir, mesmo que seja a única coisa que faça sentido.
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orphanoffeelings · 1 year ago
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Você tem horários, eu tenho luas, você tem planos, eu tenho rotas invisíveis. Nosso amor é uma dança torta, onde um segue e o outro improvisa.
Mas quando nossos mundos colidem, o relógio desacelera, o tempo se dobra. Você me ensina o compasso, e eu te ensino a se perder sem medo.
No final, somos dois errantes seguindo um mapa sem nome, mas sempre chegando no mesmo lugar: um no outro.
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orphanoffeelings · 2 years ago
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Você me ensina história, como quem desenha o passado nas palmas das mãos. Eu te ensino o céu, falando de estrelas que talvez nem existam mais.
Você me ensina paciência, com sua voz firme e suas certezas. Eu te ensino o caos, com minha distração e minha bagunça bonita.
E no meio disso tudo, o amor não é perfeito, não é simétrico, mas é nosso.
E talvez seja isso que importe.
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orphanoffeelings · 2 years ago
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Ela planejou tudo, cada detalhe, como quem escreve um conto de fadas moderno. E por algumas noites, fui príncipe ao lado de sua realeza, seguindo seus passos por um mundo encantado.
O resort brilhava como um castelo à beira-mar, e nós, dois viajantes de universos distintos, mas unidos por um laço invisível, tecendo memórias na brisa salgada.
A academia era seu desejo, sua aventura, mas eu… eu travei. O peso das olhares, dos corpos esculpidos, me fez sentir um estrangeiro dentro de mim. E ali, naquele espaço estranho, talvez eu tenha sido uma sombra no seu brilho.
Mas depois, veio a vila, e com ela, a melodia de um cantor anônimo, que transformava notas soltas em pequenos milagres. Bebemos cerveja como se fosse néctar dos deuses, mas o sabor vinha mais dela do que da garrafa.
Ela adorou o mercado tecnologico e sei que só por mim, o tempo dançava entre nossos dedos. E por mais que eu tropece, por mais que às vezes eu me perca em mim mesmo, sei que naquela noite, nós fomos felizes.
E isso, eu guardo para sempre.
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orphanoffeelings · 3 years ago
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Você me ouviu falar das dunas, como quem ouve uma história cheia de promessa. E, como sempre, você me seguiu, sem hesitar, sem questionar. Nos levou ao topo das árvores, e os macaquinhos são nossa única companhia.
Nós dois, em silêncio, cara a cara com a floresta, onde a vida selvagem não é só um espetáculo, mas uma troca de olhares, uma suavidade nossa que domou até os pequenos, que vieram comer da nossa mão.
Sinto que, naquele momento, me senti grande, não pela paisagem, mas pela simplicidade do gesto, pelo amor compartilhado na leveza do ar. Eu queria que a piscina tivesse estado limpa, para que você aproveitasse também, mas ontem à noite, eu cozinhei para você, um risoto que, para mim, foi o melhor de todos, porque foi só para você.
Você não teve medo de andar nas dunas, não teve receio de seguir o meu passo, e ali, naquele instante, o medo desapareceu, porque estávamos juntos, onde o sol e a areia se fundem, onde o amor é simples e direto, onde você estava feliz, e por isso, eu também estava.
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orphanoffeelings · 3 years ago
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o tempo. ele ter-se-ia inteirado talvez pudesse querer quando menos houver cor pular o arco-íris soa dever se puder sem pudor não descansa o assalariado na esperança de cessar a profunda dor que nasce no corpo como um calo não tolera o intolerante só quando se ofusca a tal posição e deveras o semblante me magoa saber que outrora me machuco por comenos incônscio mas de hora pensamento me faz sanar por saber que fora na primavera que se fez fato eu ter sentido se faz fato que o mundo corporativo tal qual raiz chamam de capitalismo atordoa e se faz maligno se faz morto o ser humano que ataca o proprio umbigo afasta a alma do ocupante não faça jus a história contida sinto aqui estar pensante pois de fato sera só meu mundo delirante?
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orphanoffeelings · 4 years ago
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Esconde esse absorvente Essas espinhas Arranca esses pelos Da um jeito nesse seu cabelo duro Mal cuidada Porca
Feche esse sorriso Sua mãe não te ensinou Sobre o perigo de andar sorrindo na rua? Abaixa essa cabeça Para de encarar Você esta chamando atenção Assim vão achar que você esta dando mole
Delicia Gostosa Oh la em casa Fecha essa boca e não reclama Saiu de casa de saia curta Camisa decotada Maquiagem Sem um homem Tem que aguentar
Como assim não sabe cozinhar? Você é mulher Tem que cuidar do lar Como assim não quer engravidar? Você é mulher Tem que engravidar
Faculdade? Viagem? Mas você é mãe Tem que cuidar Abriu as pernas, agora não adianta Largar na creche Irresponsável
Mãe solteira? O pai foi embora? Não sabe quem é o pai? Transou sem camisinha Vai ter que aguentar Vadia
Esse roxo ai Tenho certeza que apanhou Que teu marido te bateu Mas você mereceu Provocou ele Você sabe que não pode se levantar Mulher tem que ser submissa O homem é que comanda o lar
Ah, mas que criança linda É uma menina? Toma aqui esse vestidinho rosa Essa coberta de florzinhas Pinta o quarto de rosa Um rosa bem bonito Porquê mulher é monocromática durante a infância
Ih, chegou a menarca Essa vai dar trabalho Ensina pra ela a se valorizar Mulher tem que se dar ao respeito Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente Esse sangue sujo
Vai ter que começar a usar sutiã Os mamilos estão aparecendo pela camisa Que coisa horrível Adolescente descuidada A mãe dessa ai não ensinou nada
Foi estuprada? Morreu no processo? Devia estar pedindo Sem sutiã, andava sozinha Aquele batom vermelho Aquela bunda enorme Não sabe que menina tem que ficar em casa? Deu sorte pro azar
Não foi educada A mãe era solteira O pai estava é certo de ir embora Se ela era assim com a filha, imagine com o marido
Não foi respeitada Opressão? Imagine
Olha lá a mãe dela Na beira do caixão Olhando pro rosto da filha Sem cor, sem vida Um futuro morto antes mesmo do nascimento Filha de mãe solteira Sem pai, sem respeito
Morreu tão jovem Aos 17 Uma menina tão linda Maldita sociedade Espero que a mãe dela aprenda a lição E não tenha mais filhos
Suicídio? Mas ela poderia ter começado uma vida nova Agora que tinha perdido a filha Poderia terminar a faculdade Arrumar um emprego Mas era uma fraca Era mulher O destino, a vida, as possibilidades As pessoas Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro
Vitimismo? Preconceito? Abuso? Agressão? Cala essa boca e vai lavar uma louça Você tem uma delegacia só sua Tem seus direitos Não luta na vida (Mas luta na rua) Não morre na guerra (Mas morre em casa)
- Cintia Duarte Montilla
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orphanoffeelings · 4 years ago
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A manutenção do espaço quiça por vez projeta-se na limpeza interna, limpeza da alma.
A falta da manutenção externa, reflete a falta de saber com o cuidado interno e a manutenção excessiva do espaço externo reflete na tentativa de equilibrio em forma de compensação pela carência do cuidado interno.
quem muito limpa, algo tem a esconder, quem nada limpa, limpeza nada sabe.
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orphanoffeelings · 4 years ago
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v de vazio hermenêutico
o vazio que é algo é algo, por si ser faz dele o seu motivo pois se cria, ao revelar alí nada ter apresenta ser, antes mesmo de se questionar de método, que é, mais que o que já é porque somente pelo vazio se é possivel só por ele é possivel ser mas enquanto não há, não se é o vazio é física está sempre em sobreposições quântica..
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alí onde não é, acaba sendo sem ser.
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orphanoffeelings · 4 years ago
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Uma de minhas almas
aprendi a me defender muito bem  uma de ferramentas próprias montada a base do recalque escondendo o que de menor é, e usufruindo o que de mais prazeroso sera o sintoma enxergando o outro como eu, mas diferente, o peso de vida que me é, também o dou preciso, para ser afinei uma balança de sentimentos, esqueço que sou eu quando não quero ser, e sou quando sou, e sou muito, intensidade tudo sem nenhum erro sugo absolutamente tudo do que dalí posso gozar tudo do que me é possivel, basta uma palavra... não diria que esta é uma boa defesa, porém juizo de valor é só consciente a verdade é que eu sou o que sou, porque não haveria outro modo de ser só assim fora possivel a vida suga de toda energia que possa ter, até, que de exaustão, decida descançar por horas acontece que, tudo que de mim refletira, me fora dado é usado desde então está aqui, e nunca se perderá mesmo que eu queira, não poderia (talvez) num loop eterno, enquanto eu dure
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orphanoffeelings · 5 years ago
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  sou eu mesmo quem puxa o gatilho e atira.   na audiência esqueço e sento no lugar do juiz.
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orphanoffeelings · 5 years ago
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No meio do verso sua boca pontuou a minha.
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orphanoffeelings · 5 years ago
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Para onde nossos sonhos vão quando morremos?
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orphanoffeelings · 6 years ago
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Sou um desastre poético.
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orphanoffeelings · 6 years ago
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Eu, que sou um experienciador, de diversas experiências, assim como o meu inconsciente, que experiência, se forma e opina, existe, vive, sem ninguém nunca imaginar como ele é, ou quantos são. Assim como todos nós, que somos inconsciente, existindo e opinando sobre tudo, interagindo com o mundo e colocando as nossas regras, assim como meu inconsciente para o consciente, assim como todos nós para formar o inconsciente de um outro ser.
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