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Falta por excessos
Aquela dor cerebral simbólica que pesa a cabeça me traz a lembrança de coisas que estava esquecendo, por não saber entender. Talvez não saiba agora, um dia entenda, quem sabe. Nasci humana, e sempre me assusto ao perceber isso. A eterna insatisfação, a preguiça de fazer, a culpa por negligenciar. A desculpa, a justificativa pra não conciliar. Queria poder e fazer tudo. Estimo a meteção de louco. Abandonar os projetos e planos, como se não houvesse amanhã. Geralmente tem o amanhã, e de dia em dia, as coisas mudam. E de repente, nada é como antes. A vontade de me desativar é intença, mas pontual. São sempre, todos os dias, todos os minutos, muita coisa em mente. De muito em muito, me sinto em nada. E é assim, que sinto falta pelos excessos.
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Pontual Imprevisível
Existem dias — e noites— que essa impresibilidade vem. Quando tudo ta indo bem, e a voz embarga, a mão treme e coração perde o tempo de bater. São momentos pontuais, porém imprevisíveis. O controle é perdido temporariamente e tudo parece errado, que vai desabar, que talvez fosse melhor desaparecer.
Infelizmente não é possível desaparecer apenas pras pontualidades imprevisíveis, e só ser presente nos longos momentos de gratificação. Isso é bem difícil, e as vezes pareço não saber viver. Muito se fala sobre a vida ser assim mesmo, "São altos e baixos". Mas quando se está embaixo, como escalo pra subir? As vezes a queda é súbita, pontual, ninguém te avisa antes. É difícil querer pular esses momentos. Além de estar com o neuroticismo alto por causa da queda, me panho por não saber resolver. Que terror que é a vida dentro da própria cabeça. Como faço pra sair? Não saio.
Respira fundo aí, que melhora. Depois piora de novo, mas terão horas, dias, meses, anos, que valerão a pena.
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Pra um Sarau multicultural escrevi esse poema baseado no tema "Perspectiva de juventude na passagem de tempo".
ABSTRAÇÃO
Ato de abstrair, retirar sentido literal da palavra ou ação.
NOÇÃO que não existe mais certeza.
Quando eu te passo a visão,
e você não precisa ver pra enxergar.
Porque nem sempre quem vê,
consegue observar.
E sobre escutar?
Tem gente que só ouve, a mente permanece trancada
A boca escancarada, vomita palavras sem amor, sem pensar.
Não é preciso ouvir pra escutar
É preciso perceber, é preciso ler.
E aqui abstraio o sentido visual da leitura,
Porque só com palavras, podemos cair em falcatrua.
Ler é sobre entendimento, sensação
É sobre pegar a visão,
sentir a ocasião.
Só escuta quem se doa,
quem não fica moscando, a toa.
Que escuta aquele que tem algo dizer, aquele que precisa desabafar.
Através de um abraço, um tato.
Através de um olhar que vê,
que não caça fato.
Nos livrai-nos dos significados rasos das coisas.
Porque muito acham que capital é riqueza,
que cara é beleza, cor é poder,
que simplicidade é pobreza.
A surdez está na mente de quem ignora,
A cegueira está na inconsciência da dimensão do mundo a fora.
Nada é certeza, só que vamos todos embora.
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