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Autoficções
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Fiz de mim um universo e não preciso ser o sol, pois eu gosto de fitar as estrelas - Pedro Pedro 
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autoficcoesprojeto · 4 years ago
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Nota 30
Dies Solis, "Criei, então, uma coterie inexistente"
Meu primeiro heterônimo Sebastian Oliveira, na época eu achava ser um pseudônimo que adorava escrever em versos. Uma poesia de colegial, não trágica, apenas insosa, na opinião do Pedro que escreve aqui. Tinha seu quê de drama e abandono, ele crescia comigo.
Pessoas chegam e vão, Sebastian me largou ainda no fundamental, eu entrava numa supernova e parecia não ter tempo nem para a minha escrita. Pobre Sebastian, foi viver a vida. Vivemos cada um a vida que nos é permitida. Ou a que escolhemos.
Por não conhecer, achava que aquele era um Pedro mais poético e eu só queria assinar com o nome do meu outro avô. Uma meia verdade e meia mentira. Eu realmente queria assinar por outro nome e não havia ali um Pedro poético. Apenas um outro alguém que sentia e escrevia e eu assinava. A minha falta de disciplina cronológica e falta de registros destroem uma biografia mais detalhada sobre o Sebastian. Ele não morreu, só não teve um bom arquivista no início.
Biografia detalhada não, mas sim o início de sua poesia insosa , mesmo ele sendo um escorpiano assíduo, já superou minha má administração... Até meus textos eu perco... Não seria diferente com ele.
Sebastian é um nome artístico, pernanbucano, nascido na Ilha de Itamaracá, o bairro exato ele nunca me falou. Chegou ao Rio de Janeiro no colo dos pais. Sebastião Guerra de Oliveira, o nosso Sebastian Oliveira, pelejou em todos os sentidos da vida. É um exemplo do cara que escreve em versos por achar a prosa muito cansativa (semelhante à Celeste); um ponto que partilhamos em parte. E adora reclamar do amor ou falta de amor em seus versos; não partilhamos mesmo tal característica.
Sebastian é um pouco menor que eu, com 1,80 de altura e um semblante quase sempre tranquilo. Pele negra e os cabelos sempre na máquina um baixa, uma barbicha leve e lábios com um formato de coração, um traço que me tira risos de vê-lo com raiva de quando verbalizo:"Cordiforme!"
Nascido no dia 18 de novembro de 1.990, recebe o epíteto de “o Primeiro”, não por ser o mais velho dentre os homens, inclusive só é mais velho que eu... 6 anos só!
E eu me perdi, a ordem de aparições eu não consigo traçar numa linha cronológica fidedigna. Um misto de falta de organização e tumulto mental. Por maior fetiche e um tesão em datar tudo que eu tenha, ainda caio em erros tão simplistas! Burrice cúbica? Burrice crônica? As duas juntas? Só pode ser!
Sobram-se mais seis pessoas, que posso tirar duas para falar antes, por uma questão de gênese mesmo. Marina e Celeste apareceram só. Marina me surgiu em 2.018 talvez... Celeste é mais recente. Apareceu cada uma conforme bem quis, Marina para ser uma companhia fraterna na literatura e na vida e Celeste como um farol em meio aos últimos tempos da sua vida. Uma velhinha impossível!
Eu sempre me vejo tão perto de todos. Digo isto quase com lágrimas nos olhos: Sinto-os aqui. Sinto-os além de mim. Sofia é a única que me olha e ri; Agni tira meu telefone do carregador; Cassandra e Vespasiano só sabem falar alto, Jesus amado! Sebastian e Celeste falam sobre como o gosto do café deixa qualquer assunto poético... não sou muito fã; e a Marina está sentada sempre com aquele semblante de que eu vou cair e ela irá me zoar. Minha sorte que eu quase nunca caio, só tropeço mesmo.
Há dois pares! Não gosro de pensar na ideia de par pois eu mesmo caio na ideia de dicotômica... Aqui falo de par romântico... Ou semi romântico, como é o caso de Sofia e Agni; eu nunca sei quando estão juntos! E o meu casal favorito que performa altas brigas, e no fim eles só estão decidindo algo totalmente trivial. Cassandra qualquer dia mata Vespasiano e me manda uma foto do corpo. Eu iria chorar de rir... E chamar a polícia!
Após meus devaneios mentais nestes parágrafos acima, deixe eu me ater ao meu propósito biográfico. Todos fazem parte da minha autoficção e eu, ora como bobo da corte, ora como mero personagem faço parte e estou em suas autoficções. Suas literaturas estão em curso, como a minha que corre e depois hiberna. Percorrer a própria literatura, às vezes, é revisitar monstros e pisar no paraíso. É sentir o fio da espada na própria garganta. É arder diante das muitas palavras e sentir um nó na garganta. Não temos para onde fugir. E se tivêssemos? Faríamos da fuga a maior epopeia! Oito pessoas fugitivas das próprias realidades sem simulacros, sem recortes nem partes especiais. Só oito pessoas que escolheram sumir, sem deixar recado nem endereço. Não há como fugir disto? Não há como resertar a própria ideia de realidade. Nem mesmo o maior argumento da Celeste pode nos livrar disto. Nem os tumultos e socos da Cassandra. Estamos perdidos?
Mais e mais devaneios, Celeste já está irritada comigo. Ela tem os pés fincados ao chão... Antes fosse capricorniana. Falarei sobre ela agora. Nascida no dia 21 de agosto de junho de 1.959, uma porto-segurense que carrega o próprio azeite de dendê e pimenta na bolsa. Recebe o epíteto de "Vovô dos meus", pela idade e pela noção de proteção que ela tem comigo e com os meus heterônimos. Celeste Fonseca assina seus poucos poemas como Senhora F. Gosta de uns filmes que eu nunca pararia para ver, por eu quase não parar para ver mesmo. Seria uma ótima romancista, mas diz não ter paciência para prosa. Afirma também preferir ler as mulheres a ler os meus e os escritos dos homens. Tem um carinho muito forte pelo Sebastian, chamando-o com orgulho de neto. Assumiu uma filosofia de vida do "aqui e agora".
 Após uma vida de cuidados com terceiros, largou todos os parentes e foi viver num apartamento no Rio de Janeiro, na Zona Sul, próximo ao Catete, não sei bem a rua. Cansou-se de dar satisfação para os filhos e realmente saiu sem deixar recado. Toma conta dos filhos pelas redes sociais e sempre faz um pix para os netos que ainda estão em Porto Seguro, sempre escondido dos filhos. Isolou-se antes de ser moda no Brasil. Não a critico, se eu pudesse faria o mesmo. É a mestra dos aforismos. Seria uma ótima prosadora, talvez eu a convença de escrever nem que seja uma crônica, seja o que for, apenas uma! 
Ela começou com umas frases mais carrancudas, porém após chegar ao Rio de Janeiro, respirou este ar semipoluído e parece ter relaxado mais. Últimos suspiros? Acredito que não, Celeste é uma mulher vigorosa! Só não entende bem o motivo dela ter me escolhido como amigo, nunca entendi bem, mas ela gosta de mim. Nunca duvidei disto. Não é muito de falar sobre o passado. Lembro-me de um domingo que todos estavam aqui bebendo e eu pensei dela dar uma bengalada no Agni e em mim. Ela não manca, mas diz ser elegante uma senhora usar bengala... E servir como arma não é? Não fui vítima, apenas o Vespasiano, todos rimos do episódio até hoje, inclusive o Vespasiano. Tem o hábito de bater com a bengala no chão quando estão todos gritando, Cassandra grita para todos que a Celeste quer falar e ela sempre questiona: "Vocês querem acordar a vizinhança ou só me deixar com enxaqueca?"
Sempre com um vestido florido ou com estampas claras, tem a pele morena um pouco mais escura que a minha e mais ou menos 1,65 de altura. Segundo Sebastian, ela tem uma tatuagem na região da costela, porém ela sempre o desmente. Nada confirmado. Ela só faz rir quando tocamos neste assunto. Me surgiu num primeiro momento muita ácida, reclamando da vida, faz tempos que não tornou a ser assim. Ainda reclama do pessoal. Se o Sebastian fizer um café fraco; Agni e Sofia nos beijos ou brigando; eu fumando; Cassandra falando que irá mandar Vespasiano cavar a própria cova; a Marina falando de Platão ou como a filosofia move o mundo. Tudo ainda a irrita.
Pergunte se ela quer nos largar, com certeza dirá que não. Ela gosta de ideia de reclamar. E fala que só morrerá após a Fernanda Montenegro finalmente ganhar um Oscar. Torço que demore um pouco.
Agora irei falar da Marina. Pensei em deixá-la para o fim do texto, mas não me estruturei bem. Só que seria ruim para leitura. Sebastian, Celeste, os pares, Marina. Não sei se fluiria bem.
Nasceu no mesmo hospital que eu, minutos de diferença. E eu sou mais velho. Não que faça alguma diferença. Ela sempre ganha de mim quando está argumentando. Engraçadp que ela é bem mais debochada que eu e adora assobiar. E eu não tenho talento para assobiar algum. Lide com isto, Pedro. Gosto dela pelo humor, mesmo que às vezes eu seja a piada. Sempre que ela começa a falar algo, eu já falo que a versada da retórica está na área. Daí ela me fala que pelo menos ela já terminou a graduação em filosofia e dá aula. Marina às vezes pega pesado comigo.
Ela realmente sabe falar e tem uma ótima argumentação; Dona de um cabelo castanho escuro invejável, sabe que poderia ser uma female fatal, mas não liga para os comentários alheios. Outro traço que eu particurlamente invejo. Marina pelo que lembro só não escreve teatro. Já sei que irei pedir que escreva pelo menos um ato. Até eu escrevo teatro! Nada mais justo. Ela gosta das crônicas e flerta com o ensaio. Diz estar trabalhando numa obra fundamental. E eu aguardo. Só me resta aguardar. Seus poemas têm uma pegada filosófica. É uma leitora feroz de Platão... Logo Platão, Marina?Leia Sartre, leia Simone, leia Neitzsche. Ela é imaginativa, tem os pés no chão e ainda sabe levar qualquer um na lábia.
Recebeu epítetos por cada um dos meus, Sebastian a chama de "Panem et circenses", por só comer e se divertir; Agni de "a espirituosa"; já Cassandra fala sobre senso de arrumar briga, "Belona", título dado a própria Cassandra pelo marido; Vespasiano se refere à Marina como "a pitonisa" que ela retribuia com "mestre dos magos"; Sofia usa Marina como inspiração pessoal e lhe deu o título de "F*D*NA"; Celeste acha seu jeito de enxergar o mundo um tanto criativo e chama-a de "Pentelha".
Eu me refiro a ela como minha irmã. Depois que começamos a andar juntos, pelo menos para mim foi como achar o elo perdido, ela não gosta (nem eu) da ideia de que somos incompletos e o outro nos dá sentido. Eu que não sei descrever o que sinto. Vespasiano fala que tenho maior apreço por ela... Ele pode estar certo, mas eu sempre discordo.
Me faltam palavras. Marina tem aquele quê da Esfinge, " decifre-me ou rio de ti", devorar para ela é hábito diário, taurina copiosa. Me faltam adjetivos e termos filosóficos para tentar explicar a nossa conexão. Mesmo que ela ria de mim, e como ri, sei que ela estará brilhando ao meu lado, mesmo que tudo escureça e eu não tenha mais lágrimas para rimar, nem palavras para escrever. Ela estará lá para me fazer rir.
Faltam-me dois pares. E deixarei Cassandra e Vespasiano para o fim, eles são meus alívios cômicos. Trágicos? Um pouco.
Falarei daquela que tem o epíteto de Mascote, Sofia Santiago nasceu no dia 26 de março de 1.998 em Curitiba. Gosta de versos rimados e adora falar da passagem do tempo diante dela, e é tão nova! Assina S.S. ou o nome e sobrenome juntos: SofiaSantiago. Tem total domínio do espaço, seja na dança ou com as palavras. Apareceu para mim logo depois de Agni , após uma briga. Odeio brigas de casais, não falei nada. Ela é efusiva e forte por si só. Mascote só por conta da idade, pois ela conseguiu parar o esquentadinho do Agni. Faz do corpo uma poesia dançante... Pobre Agni. .
Entretanto Sofia não é apenas um par, ora junta, ora separada de Agni; ela está totalmente além dessa relação. Que o Agni sofra, ela precisa dançar! O balé não espera! O balé precisa das juntas flexíveis!
Só não supera o feminismo da Cassandra, não esconde a amizade que têm, a verdadeira pitonisa do meu coven, quero dizer, da minha coterie inexistente, é a conselheira para nossa prodígio. Eu sempre tive mais inclinação para o lado feminino, aqui eu não quero fugir do meu espaço de homem nem fazer o feministo, termozinho chuló. Quero deixar claro que não me espanta a quantidade de mulheres cá. Se fossêmos apenas eu, Vespasiano, Sebastian e Agni seríamos um ringue mental. Minha inércia, com o espírito superior de Agni e a dupla escorpiana... Seríamos literalmente uma coterie inexistente. Somos histéricos! Somos bebberrões e irracionais! Deixa eu parar senão vamos acabar apanhando delas.
E tenho Agni, o único que pode ter ou já tem uma biografia em curso; Nasceu no dia 14 de fevereiro de 1.985 em Vitória, como já bem falei, tem o título de Esquentadinho. É o mais próximo de mim e sempre tem algum comentário que tira o fôlego. Quase um talento. Um sofredor nos versos e um tirano para nós. Tirano é uma palavra forte. Ele é autoritário e tem personalidade... Eu chamaria de mal educado, mas não quero ofendê-lo.
Ele é mais baixo que eu e parrudo. Com um rosto angular e um olhar de quem ou vai matar ou bater. Pelo menos a briga que ele causa é no campo mental. Ombros largos e pele bronzeada; uma barba cerrada, quase desenhada com grafite forte. Sua poesia é o misto da cantiga de amor e amigo. Ele endeusa a sua amada, inferniza a vida da pobre e depois chora por perdê-la. Sofia mesmo sendo nova soube contornar a parte do infernizar. Ela o deixou antes. Agni me apareceu bem no início da quarentena, falou e riu. Inclusive já falei dele no Autoficções. Gajo estúpido! Faz prosa e poesia. Gosta de ler jornal, beber uísque e fumar charuto. Cara quadrado.
E me restam a Cassandra e o Vespasiano... Surgiram juntos! De início, iriam simplesmente trocar cartas, chegaram a trocar, mas não tive acesso. Sei que casaram e se mudaram para cá. Vespasiano dá aula de Artes em um colégio e tira fotos para uma galeria de fotografia. Cassandra trabalha numa ONG como arquivista e num centro cultural no subúrbio. Ambos são magistas. Vespasiano Antares Zeloso nasceu no Recife dia 24 de outubro de 1.988, após se apaixonar pela arte e fotografia, começou a estudar por conta própria todo tipo e magia, após conhecer Caliba Aldebran, sua antiga mestra de magia e líder de coven, foi apresentado à Cassandra Almeida num encontro anual do coven. Desde então foi amor à quinta briga. 
As trocas de cartas aumentaram após Cassandra voltar para Manaus, quase um ano e meio até decidirem morar e brigar juntos. Cassandra nasceu em Manaus no dia 29 de novembro de 1.987. Eu mesmo a chamo de Alrisha, estrela alfa da constelação de Peixes, eu e ela temos lua em Peixes. Aspecto que não a faz matar o Vespasiano... Pobre Vespasiano.
A literatura de cada um é bem próxima, com exceção do favoritismo de Vespasiano ao verso e Cassandra preferir uma prosa corrida. Como não tive contato com as cartas, não me responsabilizo aqui, Cassandra deve ter tudo guardado. Tenho certeza.
Por fim, acho que fiz o que me propus no dia 20 de novembro de 2.020, hoje dia 28 de março de 2.021(digitado e postado dia 5/9/21) finalizo com muita coisa que eles não me passram, muita coisa que eu mesmo não posso verbalizar e muita coisa que irá acontecer.
__________________ (mesmo dia após copilar o texto acima, continuação que não estava escrita)
No dia primeiro de setembro deste ano agora, quatro dias atrás, adentrou Caus, vulgo de Caio Prestes de Sousa Coutinho, nascido no mesmo primeiro de setembro no ano de 1.992(23:15) aqui em Osasco, São Paulo. Ele chegou com um tornado, primeiro com o nome artístico, Caus, depois me sussurrou seu nome como quem conta um segredo. Virginiano, com ascedente em Touro e lua em Escorpião. Tudo que eu tenho pavor? Quase isso.
Ele trouxe um haikai em redondilha maior ABA, estranhei a forma, logo agora que até eu sei fazer um haikai, mesmo que os meus tenham teor político. Ele chegou, trouxe algo e é isto. Sem cerimônias nem apresentações longas. Agora somos nove. Até breve novamente Pedro Pedro 
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autoficcoesprojeto · 4 years ago
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Nota 29
Dies Veneris, Demorei-me para estar aqui, no dia 02 lembre-me o aniversário de Autoficções, pensei muito no que poderia estar grafitado aqui, o que preencher nas notas. Deixei estar. Depois passei mal, aliás estou até um pouco caído.
Cansado e sem pulsão de vida? Só cansado? Só sem pulsão? Só esta mania de indagar! Cá estou, sozinho, pessoal não apareceu. Cada dia que passa mais próximo de tudo, porém cada dia mais perdido. 
Cólica e quase me acabando em água... A vida é resumida em água. 
Próxima (e última) nota será sobre minha coterie, extenso? Talvez. Depois irei zerar, e a partir de todo dia 02 de março as notas serão reiniciadas. Frívola neurose da pseudo noção de ter controle sobre tudo. E eu tenho controle sobre o quê? Notas? Nem aqui eu sinto tal controle. Sigo nesta ilusão, afrodisíaca ilusão.   
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autoficcoesprojeto · 4 years ago
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Nota 28.2
Parei para notar que falta menos de um mês para o Autoficções fazer um ano, me assustou a passagem tão rápida do tempo por um único motivo: ainda não sei como intutular as notas sem ser por numeração, tenho medo de chegar na Nota 2.109... Me incomoda, mas me parece ser a única alternativa até agora pensada. E pensar sobre o Autoficções me parece ser um exercício um tanto desgastante e sem sentido, aqui me é um espaço para reflexão acerca de outros pontos e narrativas que me sangram a pele, não uma análise do próprio corpo textual diante de mim e das minhas péssimas formas de dar nomes a tudo.
Cansativo e sem nova forma de intitular as notas sem ser por números. Não me convenço de aceitar, logo eu que já larguei este projeto por meses sempre acabo parando aqui para destilar nem que seja uma lágrima não caída dos olhos, ou duas lágrimas? Eu raramente chego a chorar mesmo, é uma coisa interna mesmo. Só de raiva, com raiva choro fácil. 
Outro ponto também que as notas deveriam seguir os mesmos dias de março de 2.020, mas nem começar no dia primeiro começou, logo depois eu me enrolei, perdia meu próprio prazo, sempre enrolado com as próprias ideias que coloco como regra intrapessoal. É fetiche? Não, eu diria falta de planejamento e uma leve dose de autoconhecimento. 
Logo eu que me repenso e torno a pensar sobre mim, ainda me coloco as mesmas iscas mentais, e o pior: caio feito pato! Uma incoerência nada genuína, nada sutil.
Logo que eu me critico e me coloco sempre numa posição de algoz ou mártir, até que não me admiro tanto assim, até que não seria surreal uma tomada de postura um tanto alehia ao próprio sentido que já estava estabalecido, incoerente, porém não surpreendente. 
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autoficcoesprojeto · 4 years ago
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Nota 28
Dies Lunae, ontem foi aniversário do Agni, falei pouco com ele, mas ele me fez um poema curto para mostrar que sofre pela Sofia, é para rir? Eu ri, mas mostrei o mínimo de respeito interpessoal com o leve sofremento ou melhor, o raro momento que ele não fala alguma gracinha hostil para mim é me mostra ser um ser humano que sofre por algo neste mundo. 
Não preciso estar lá para sentir a brisa Queria eu estar lá até Mas por quem? Com quem? Faço aniversário sozinho Faço mais um ano aqui Ao lado de quem? A brisa torna-se quase um suspiro mental
Agora aqui Nas minhas pálpebras Com o teu perfume Eu e minha saudade Fazemos aniversários distintos Da minha chegada e tua saída
Sobre-me o rosto com teus aromas Deixe-me dominar cada poro e curva tua Minha santa meretriz Minha deusa infernal Minha rainha
Por que sumiu? Por que fugiu dos meus braços? Tenho fome e sede da tua saliva Tenho calafrios da tua ausência Mais um aniversário sem teu carinha
Venha depressa e com ganas de beijar-me
Agni faz parte da minha coterie inexistente, surgiu-me de relance por uma figura que realmente eu conheço, quase a sombra de uma figura que também só vejo de soslaio. Agni é isto: um fanfarrão metido a brabo e com um coração selvagem. Gente boa, exagerado, filosófico e franco. Um aquariano, com ascedente em Peixes com lua em Sagitário. Surtudo que perdeu a guia psiquiátrica e o caminho para o hospício.
É sempre o que mais está perto de mim, sempre com alguma piada de mal gosto ou algum comentário que vá me colocar para baixo. Adoro um poema em verso livre e escrever frases de efeito, como Vespasiano outro membro da coterie, adoro ler sobre mecânica e aviões e foguetes. Futurista sarcástico, um belo de um carinha de meia idade que faz o tipo forte. 
E Sofia? Ainda gosta dele, com certeza, mas não escreve poemas melosos, ainda bem, pois eu não iria aguentar! Eles voltarão, foi só uma briga de alguns dias, assim espero. 
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 27
Dies Solis, Seu Pedro terá suas homenagens fúnebres num domingo. Um dia que segundo a meteorologia promete ser escaldante, um dia solar, acho tão chique funerais aos domingos. Odeio funerais, odeio a ideia de ter que ir a um cemitério, odeio a ideia de jazigos e criptais. Logo eu, um gótico por esporte, um pseudoemo, sim, odeio. 
Eu só espero não ter tumulto, se tiver, eu sou a própria tormenta. Quero brisa, quero deitar-me num gramado verde fofo, droga, gramado verde remete cemitério. Quero ventar então, correr e sentir a brisa no rosto. Na paz, sou brisa fresca, tropical e úmida. Já na guerra. tenho dito: tormenta!
Oro por paz, ou nas palavras de Martinho Lutero, “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço”, não quero pensar na verdade, não quero entrar na dicotomia da verdade/mentira. Não hoje, hoje quero paz.
Para mais uma citação, não eu seja a pessoa mais cristã/religiosa,uso uma para não ficar ansioso, “cada dia o seu mal”, palavras da salvação... Graças a Deus.
Amanhã fará sol. Pedro, não te esqueças teus óculos escuros. 
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 26
“E hoje, o homem que me deu a honra de carregar o nome Pedro com orgulho e obstinação deixa a estirpe dos Costa Vaz. Deixa pelo menos para mim, mais que um nome e sobrenomes. Deixa histórias e lições. Deixa saudade da minha infância que ele chegava tarde do trabalho com aquela colher de mel... Na época eu não suportava a ideia, mas comia né. Coisa de neto. Pedro da Costa Vaz, leonino ferrenho, visionário e o homem que eu só conheci de branco. Sério, não há memória minha dele sem estar vestindo outra cor. Branco. Sem palavras floreadas, apenas o branco e bastante mel. Apenas o branco. Obrigado, Pedro” (27/11/2020)
Eu queria falar mais coisa, aliás, acho que pouco falei sobre meu avô aqui. Acho que não falei mesmo. Há tantas coisas que eu não falei aqui. Planos para o Autoficções, tanta coisa que eu repouso na cabeça e apenas uma das minhas citações latinas ecoa... gradativa e furtivamente, não há como escapar dos ciclos?
Mas hoje a pauta, por incrível que pareça, tem meu nome e sobrenomes, Pedro da Costa Vaz... Cheguei a morar um ano na casa dele, longa história, e eu não quero gastar digitações por segundo. Tive um leve tempo para criar lembranças só minhas. Não sei que é só comigo, mas sabe aquela história de infância que normalmente nossos pais contam tantas vezes que você não lembra mas sabe que acontenceu?... A maioria das lembranças que tenho do Seu Pedro, vulgo meu avô, é assim. Aquele emaranhado de memórias coletivas, despejadas aos montes, assim basicamente é o Seu Pedro para mim
Sabe aquelas pessoas que amam o avô de paixão? É chato dizer, mas eu nunca tive metade desse sentimento, há inveja nisso? Acho que não, tenho um pouco de aversão às figuras masculinas, então é natural eu não sentir muita vontade de endeusar o Pedro da Costa Vaz, admiro-o? Sim sim, não aprovo metade das suas atitudes. acho-o um belo de um filho da puta com todas as suas mulheres, mas com os filhos? Um ótimo pai, e com os netos? Acredito que sim. as minhas memórias são empastadas de mel. Há um quê de lúdico, não?
E eu fugia copiosamente daquela colher de mel, como não aproveitamos as colheres de mel dos nossos avôs? Só vem à mente a expressão latina, serius est quam cogitas, e eu queria colocá-la no texto que fiz em homenagem lá no Instagram, mas na hora não deu liga e eu desisti e só vinha à mente 100 Anos de Solidão, a maldita repetição dos Pedro na família Costa Vaz só me traz 100 Anos de Solidão!
Por favor! Tudo! Menos formigas!
E amanhã será o enterro, eu nunca sei o que fazer em enterros! Eu não consigo ver alguém que eu tenho alguma estima chorar que eu choro, é um pouco patético, mas sou assim, fazer o quê? Reclamar com quem? Eu já senti um pouco de tristeza hoje, logo eu que achei que só pelo Seu Pedro fosse ficar de boas. José Arcadio da Costa Vaz é relutante! Ferrenho! Passou! Bom descanso e até um dia, meu velho. 
“O primeiro da estirpe está amarrado a uma árvore e o último está sendo comido pelas formigas.”
Ficarei bem, já transbordo ideias, já transbordo esse suor de cerveja. Eu ficarei bem num sentido prático, sem metafísicas, nada supracamoniano, apenas o aqui e agora. Antes que seja tarde, até porque já é mais tarde do que eu penso.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 25
As minhas noções cronológicas estão totalmente alteradas, não digo isto de falta de noção apenas pelo relógio do PC seguir um horário de verão inexistente... Acho engraçado às vezes me assustar, mas depois torno a lembrar que está adiantado. Digo noção no sentido de não ligar, sentir vertiginosamente, sentir com os poros, não tenho como detê-lo, o tempo é algoz e justo.
E falando em tempo, faz tempo que não dou as caras aqui, sempre penso na minha autoficção, na relação que tenho em transportar tudo que sinto e penso para um outro Pedro ficcional que não precisa necessariamente ser eu mesmo, o Pedro que pode ser um parricida por uma noite e na manhã seguinte ir a um almoço de domingo e sentar ao lado pai... Por que não? Isto não é um diário!
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 24
Agora sim sinto o tempo passar bem na pele.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 23
Por que perdi meu talento para versos? Queria voltar, tornar-me o que já fui Que horas são? Que horas eu fui feliz? Eu queria escrever versos homéricos Sentir o peso da importância em rimas ricas
Não consigo, não me vislumbro  Nasci para a crônica Sou presente, estou aqui Agora? Nos desejos, ó desejos
Perdi um talento primoroso Reconheço meu mal gosto às rimas Quero liberdade, quero fluir
Que horas são? Que danação Sinto uma paz terrível O Homero que habitava em mim morreu Para um pedro surgir, um “p” minúsculo
Corriqueiro, tenaz e libertário Agitações inflamam minha alma Cansei dos poucos ventos Quero mergulhar num furacão
Nascer numa supernova Suspiro por liberdade Sem temer o desconhecido Sem temer a mim 
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 22
Ainda não acabou? As notas morreram? A quarentena permanece! As minhas ideias fantásticas só surgem quando estou em meio ao tumulto. Eu nasci para isso. Um ser humano caótico, reclamão e com pressa, mesmo atrasado, corro sempre.
Eu procrastino. 
Fiquei uns dias fora daqui. Não sei mesmo que dia é hoje, nem que horas são direito. Sempre parece um domingo sem passar Faustão. Não reclamo, protesto. 
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 21
Eu comecei a escrever antes, mas saí; o treco fechou e eu perdi a nota. Um fetiche em perder notas? Para minha sorte, eu lembro um pouco o tal conteúdo. Eu costumo reler as notas anteriores, não por fascínio ou por entreterimento, é medo de ser repetitivo. 
Releio e leio. No mínimo uma nota antiga. Ainda assim, sinto uma tendência em espiral. Reclamação diária, perdição cronológica e uma crise naquele ponto da linha temporal. Um leve thriller tragicômico no qual o suspense está escrachado nas repetidas crises. Nelson Rodrigues tem uma frase ótima e  penso nela todas vez que me sinto repetitivo:  “Eu não existria, sem as minhas repetições” E resta aceitar-me. Embaralhado e tortuoso. Inculto e inbelo. Sem esplendor, só sepultura.
Não sou fã de Bilac, mas amo-te asssim, amo o soneto que ele fez a língua portuguesa. Um parágrafo suspenso na nota 21. Um parágrafo ornamental. Tomarei, às vezez por gosto de preenchiementos pessoais, um parágrafo, dois ou três de parágrafos acessórios da nota. Como saberei qual será o próximo? Não faço ideia.
Que horas? São quase 21:00? Não! Não creio. Que tragédia eu fui hoje? Qual foi o evento-limite? Teve um hostil! Que se der certo, eu ‘tô muito lascado, eu nem uso esse adjetivo, prefiro este: fudido. Rafaella, a menina que sofreu as férias coletivas comigo, está com uma leva suspeita de estar contagiada... Corona Vairus! Eu ‘tô com medo agora? Que horas são? Não sei, evito ver TV. 
Que horas são? Quando isso acabará? Minhas pálpebras caem. E eu não quero sentir o peso de perder ninguém que gosto, não estou preparado para perder alguém próximo, se depender de mim, nunca estarei. Perderei igual.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 20.2
Hoje eu me peguei mergulhado num passado não muito longe. Tempo ocioso. Frutífero? Eu não sou uma árvore. Não preciso ser frutífero. Sou o canalha da véspera e do dia anterior. Eu estou com leituras e tenho que lê-las. Por gosto e pesar. Apesar da quarentena estar me deixando de saco cheio por estar preso, eu finalmente posso iniciar mais leituras. Concluir umas, rir de outras e me iludir com várias. Gosto disso, a sensação de saber que crio planos faraônicos e depois afundá-los no mar da acédia é quase que excitante para mim. Um toque de fetiche na própria danação de planejamentos? Ou burrice? Canalhice, com certeza é canalhice.
Que horas são? 20:14 e eu evito ver TV. Chega de Corona. Já me enoja até o meu cerne. Eu tenho cerne? Eis uma novidade.
Patético e canalha.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 20
Que horas eu consegui driblar minha mãe e o Agni? Quase 3:30. Outro date. Aquele anterior eu perdi. Coisas da vida? Azar da vida. Foi-me apresentado por Henrique. Eu não sei se é um sistema mental meu, porém sempre que alguém me fala o nome e eu ao chamar sentir um estranhamento... Sei que estão tentando me passar para trás. Henrique não soava bem ao meu discurso. Que horas eram? Quase 4:00.
Após beijos e mais beijos... Salve o Corona Vairus. Eu chamei de Henrique, chamei e chamei e tornei a chamar. Eu nunca coloco ninguém na parede, assumo meu nome, até eu cheio de pseudônimos, reconheço o Pedro, canalha e idiota que habita em mim. E chamei.
Lanchávamos perto de um Mc Donalds, um hambúrguer ótimo por sinal, ele me olhou e falou o nome que ocultara de início. Eu não entendi. Sou surdo. Nenhuma novidade. Kel o quê? E ele repetiu, explicou que usa o Henrique para fugir de surtados. Não julguei, ri e tentei pronunciar mentalmente o nome: Kelney. Diferente? Estrangeiro? Pernambuco?
E seguimos a conversa. Taurino? Senti que em cada momento eu seria o bebedor das minhas próprias peçonhas. Deboche, canastrão e uma certa dose de lascívia? Eu iria entornar das minhas próprias peçonhas goela abaixo sim. Uma nova experiência? Com certeza. E eu não estou aqui a passeio como diz a dona Arlete. Salve minha mãe!
Depois de tudo cheguei e cá estou em casa.
Que horas são? O Corona Vírus está fechando tudo. Rafael, que Rafael? Meu ex, Rafael está de quarentena e internado... Melhoras, Finha! Eu estava com medo do Corona. Estou com medo do Brasil e se eu sobreviver, nossa, eu irei sobreviver a tudo. Incrível como sempre falo isso, e parece que há sempre mais dois palmas mais para baixo num precipício que me afundo.
Que horas são? Quase 19:55 e eu ainda não comprei o relógio de pulso para sentir as horas salpicarem minha cútis. Adoro essa palavra. Cútis. Tão breve. É raro eu gostar de paroxítonas.
Eu 'tô de quarentena.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 19 atrasada mesmo
Meu primeiro dia de quarentena, lado bom? Não teve. Lado ruim? Família toda reunida. Eu, num ócio profundo, falei com um carinha e marquei um leve date... Que horas eram? 13:30? Quase 14:00. Não lembro. Minha mãe queria minha ajuda para selar com Reiki cada cômodo. Fiz o que ela pediu e quando cheguei na soleira da porta, Agni parado estava. "Você não tá pensando em sair, né?" Todo riram. Menos eu. Cara chato da porra.
Ele entrou e sentou. Falou com todos, bebeu gin e fumou na sala. Nem eu quando fumo em casa, fumo na sala, eu que não vá pra cozinha quase trepado na janela para deixar cheiro na casa. Minha mãe e ele conversaram. Sabe-se lá o que. Ele demorou. Perdi a noção do tempo. Eu fiquei tão tonto que quando dei por mim ele já tinha ido embora e eu fui dormir.
Cansado.
Que horas acordei? Quase meia-noite. E o meu dia não havia terminado. Só a nota 19 atrasada por insistência mental minha termina aqui.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 18.2
Férias? Tenho nem dois meses de trabalho e lá vem férias? Isso é demissão coletiva! Sinto um desespero. Que horas são? Obrigado, Corona Vairus, obrigado por poder me colocar para delirar com fervor e louvor.
Que horas são, porra? Que planeta estúpido e patético. Que horas eu irei conseguir somatizar tudo que sinto e chorar? O governo manda evitar aglomerações. Sinto aglomerações de tudo horrendo dentro de mim. Raiva? Ódio? Pavor? Dor? Pranto? Desespero!
Estou com saudade do Agni, será que ele depois de me humilhar traria refrigério ao meu estúpido ser? Quero um útero materno. Quero deitar num solo fofo. Não sentir mais o peso de ser humano. Eu. Leia bem, eu, o limitante do próprio ser. Autor e o próprio algoz.
Quero um cigarro. Quero um tiro na cabeça.
Que horas são? Quase 21:00
Adentro o Engenho Novo? Sigo o caminho do ônibus, um porre iria tirar a insanidade? Esquece, não pode aglomerações. Só histeria coletiva? Isso há. Plim-Plim?
Que horas são? 20:48. Quarentena é privilégio de classe. Quarentena mata a classe trabalhadora. Matar? Sem tiros, sem recursos. A quarentena cumpre um função... separar e não contagiar, não é? Eu nunca li algo teórico sobre isso, suponho?
Não quero saber mais das horas. Não sinto uma gota de vontade de saber de algo. Só tormenta.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 18
Eu não queria comentar, sei lá, é atual, é agora, que horas são? 12:25 e é a primeira nota que faço aqui sentado no salão da loja. Corona Vairus acabou com o movimento. O único lado legal é que eu chego cedo aqui e não pego um trânsito. Nossa, Pedro, como você é egoísta e ainda vê algo bem nesse cenário de quase guerra que assola a porra da humanidade? Eu me esforço, né?
Qual é a sensação? Medo? Loucura? Torpor? Sempre sinto um torpor. É viciante. É quase clínico.
Sei nem o que pensar. É um delírio coletivo? Uma pandemia mental e respiratória. Gripe maldita. Corona Vírus, eu te amaldiçoo.
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autoficcoesprojeto · 5 years ago
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Nota 17
Que horas são? Dez para onze. Corona se alastra pelo país. E eu não me surpreendo com o torpor brasileiro. Não supera a idiotice do brasileiro. Eu sou um idiota também.
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