Don't wanna be here? Send us removal request.
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sempre dá um nó na garganta
um amargo na boca
um frio na barriga
quando ouço teu nome
teu nome que não é só teu
é também o nome de outros rostos
teu nome em outras vidas
mas na minha é só teu.
na minha teu nome só encaixa em ti
no meu amor só cabe tu e teu nome
só cabe o teu toque
só cabe o cheiro do teu cabelo e o teu gosto
não importam os outros nomes e outros rostos, eu posso viver com eles, pela metade, sendo meio amor, sendo meio carinho, sendo inteira saudade, de ti.
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Óleo sobre tela
O gosto da tua boca.
O encaixe das nossas bocas.
O desenho das suas mãos.
O encaixe das nossas mãos.
O seu cheiro.
O nosso cheiro.
Óleo sobre tela.
Que você nunca terminou.
Inacabadas.
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terça-feira, inverno de 2019
No canto do quarto um violão que eu não sei tocar, a camiseta que eu usei ontem e um quadro que fiz pra ti.
Na sala o cinzeiro com um cigarro por acabar e a música que toca falando sobre amar devagarinho.
Eu não costumo romantizar os términos, mas esse vazio que ficou me leva à pergunta: será que amei devagar demais?
Os livros que me destes estão empoeirados e apesar de diariamente ignorar a existência deles, tem noites que ele parecem facas afiadas, apontadas pro meu peito.
Aperto os olhos e respiro fundo, buscando ver o copo meio cheio, mas é inevitável o marejar dos olhos e o secar da boca.
Esse lugar todo pensado pra gente se ter e as tuas marcas que o tempo não leva e a tinta não esconde das paredes, tornam menos aceitável todo o enredo do que um dia fomos nós.
Nada disso me faz te querer verdadeiramente no meu dia, mas me faz desejar a segurança e o aconchego que eu tinha e nutria em nós.
O café, recém passado, sem açúcar e preto disfarça o gosto amargo de não ter em mim mesma segurança e aconchego.
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Se puderes, me fale sobre como é ter o coração batendo no próprio peito e não no peito de outrem
I loved for a living
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O Balão
Se esse amargo café, conseguisse neutralizar o teu gosto ainda vivido em mim eu me embebedaria mais ainda dele.
E se esse amor cego me fizesse ver a escuridão no fim do túnel ao invés da silhueta do teu corpo eu andaria menos afoita.
Teu sorriso largo nas fotos das noites de leveza, não se perdem mesmo que o destino coloque tijolos sob meus ombros, ou ainda que o mundo inteiro se apoie sobre meu corpo.
Se correr me fizesse fugir das tuas lembranças dolorosas eu correria mais ainda.
Nem o meu cigarro inibe minha fome de você, nem outras bocas apagam a tua de mim.
Nem outro amor te tira de mim.
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Veio, sentou-se tragou aquele cigarro como se fosse o ultimo, me amou como se fosse a ultima, maquiou-se como se fosse eterno, riu como se fosse piada, chorou como se fosse enterro, dançou como se fosse valsa, me beijou como se fosse embora.
E ficou, como se nunca se fosse.
E n��s somos maiores do que toda essa rotina, maiores do que todo esse caos, maiores do que os medos e fantasmas.
Maiores que tudo, menores que nós.
Menores que nós, maiores que eles.
Maiores que eles, mais fracos que nós.
Eternos pra nós como se não fosse acabar.
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Não é nada demais, e foge ao clichê do que se diz por ai, são só linhas vazias do que eu não sei te dizer.
Mas eu sei que tu vais saber o que se passa no meu mundo, vais saber dos desenhos das molduras do meu peito.
E tem essa musica muda guria, que embala essas linhas vazias de amor, mas que ainda assim dizem seu nome afogado na demência dos meus passos torpes.
Mas não corre não guria, por que atrás desse teu muro feito o de Berlim, fiz casa, e me escondo da frieza que o mundo grita.
E eu já te disse guria que o meu vazio vai te seguir bem além das fronteiras, como sombra no sol escaldante, e como calor no frio tenebroso do teu mau caminho.
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É 1h00min da manhã, fiz um chá, mas o sono não me vem.
A fumaça do cigarro que eu não fumo mais se espalha pela sala, o corpo dela junto ao meu, e tudo que eu consigo pensar é em como não estragar tudo, em como não deixá-la se perder de mim. Enquanto eu a importuno com meus beijos, ela meio que dormindo retribui com um sorriso e um beijo, só consigo querer ela pra sempre. Ou pelo tempo que ela me quiser.
Nunca quis tanto voltar pra casa depois do trabalho, nunca quis tanto passar meu tempo livre com alguém. Mas ela é isso, a revolução que encanta, a verdade que ilumina, o beijo que ressuscita, a paz que habita.
Ela equilibra o mundo de tantos que malabares é apelido para o que ela 'faz'.
Não há nada que ela não consiga, minha paz foi ela quem trouxe acompanhada daquele sorriso e do brilho de sempre nos olhos.
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Impiedade
Quando anoitece, sinto nítida a ausência, feito soda corrói impiedosa, destruindo minha frágil esperança, trazendo a tona meus medos e terrores.
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Eu estive por tanto tempo tentando superar a ausência que se retornasse eu a odiaria mais do que fui capaz de amar. Condicionei a mim mesma a viver renunciando o direito de viver algumas coisas, e de sentir outras. É como se tivesse desintoxicado, dolorosa desintoxicação essa, não me é válido arriscar uma nova dependência.
- Debora Eloisa
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Sabe aquela vontade que dá de pegar a pessoa, e sentá-la em um banquinho e falar pra ela de todas as sensações que ela te causa, e ainda fazer com que ela sinta cada palavra sua, cada vírgula, pra esvaziar isso de ti, pra soltar isso no ar, pra criar conexão. Pra falar do que tem feito parte dos teus dias? Sabe essa vontade? Tô passando vontade.
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Vem aqui.
Vem aqui,
Vem, deita em mim,
Vem, dorme em mim,
Mora em mim, e vá quando se fizer necessário.
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