Helio, 30 anos. Escritor, Podcaster e Fotógrafo nas horas vagas. Comunicólogo. Amante de séries e cinema. Um tanto quanto geek. Welcome.
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Hoje me peguei navegando pelo feed do meu próprio perfil do Instagram – deve ser o que a gente tem mais perto de folhear um álbum de fotografias, hoje em dia.
O fato é que deparei com tantos com a imagem de tanta pessoas, tantas memórias... foi difícil não sentir falta. Cada vez mais próximo dos trinta, ainda sigo na luta para aprender a lidar com o que sou.
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A maturidade talvez esteja no equilíbrio entre buscar uma vida melhor e saber usufruir e desfrutar daquilo que já se tem.
Eu não sei se sou maduro o suficiente.
Ainda tem muito do sonho adolescente cravado na minha cabeça.
Digamos que reconhecer isso já seja um grande avanço, a questão agora, é saber lidar com tudo isso.
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A vida acontece do lado de fora.
Eu tento me lembrar que a vida acontece aqui dentro também, e hoje eu resolvi sair.
É estranho estar sem você ao meu lado, tomar banho, me arrumar e não ter que ficar te acelerando, enquanto você prova a terceira opção de blusa.
É estranho que eu tenha que guardar todos os brinquedos do cachorro, colocar comida pra ele e para as gatas, trancar as portas dos quartos para que eles não entrem e façam xixi, e quando eu saio para abrir o portão, você não está lá, fumando um último cigarro antes de sair.
É estranho sair de Uber pela cidade a noite e o destino não ser o mesmo em que você está.
É estranho ver a vida acontecendo do lado de fora, enquanto sou um mero expectador. É por isso que hoje eu resolvi sair.
Talvez eu seja apenas uma testemunha nesse mundo, e meus feitos não tem impacto em nada. Ousar sonhar em viver como um artista sensível talvez seja em vão, já que de nada adiantaria meus feitos.
Mas o que sobra ao poeta se sua ousadia se esvai?
Já é quase meia noite, parece que agora é ainda mais estranho não ter você aqui.
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Eu quero ser alguém
É engraçado como algumas músicas mexem com a gente. Hoje, em meio a planilhas e configurações de templates (o ápice da emoção que meu trabalho me proporciona), eu coloquei uma das muitas playlists que tenho criadas no Spotify, e que costumo ouvir corriqueiramente. Imagina minha surpresa quando os números na tela começaram a ficar embaçados, enquanto os pelos dos braços se arrepiavam.
A da vez, foi "Eu não quero ser ninguém", do Mc Sid. Não é a primeira vez que ela me faz segurar o choro na garganta. Aliás, todo o tema dela me lembra muito a relação que tive com meus pais, superprotetores, preocupados com meu futuro, mas que sem querer, implantaram em mim toda a insegurança que eu cresci cultivando. Eles queriam que eu fosse alguém...
Hoje minha mãe diz ter orgulho de tudo o que eu conquistei, do que eu me tornei. Hoje meu pai me diz que eu sou sim responsável, que seria um bom exemplo para criar um filho meu. E eu acredito neles, fico feliz que eles estejam felizes por mim, mas eu acho que aqui dentro ainda há o desejo de ser alguém. Finalmente ser Eu, sabe?
Eu tenho que lidar com esse questionamento diariamente. Eu sou o adulto que precisa levar a vida de maneira responsável, focado em sobreviver ao mês com o salário curto, pensando no momento em que as coisas vão de fato acontecer... ou eu ainda sou um sonhador, com a caneta na mão, escrevendo nas últimas folhas de um caderno de dez matérias, sobre meus amores e desilusões adolescentes.
Eu sonhei em ser escritor, viver da mais pura expressão do meu eu, transcrever o meu âmago pras linhas corridas e causar inúmeras sensações nos leitores. Eu gosto de acreditar que ainda sou o "eu sonhador" e tenho lutado (contra mim mesmo) para fazer com que ele torne a assumir o controle dos meus dias.
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Acho que meu maior medo sempre foi ficar sozinho. Eu vi isso acontecer com pessoas próximas a mim, e morria de medo de que o mesmo acontecesse comigo em dado momento.
Talvez já tenhamos chegado nesse ponto. Talvez eu tenha acelerado todo o processo quando decidi me isolar de mim mesmo. As pessoas não tinham como ver minhas falhas se eu não me mostrasse, mas no fim, as pessoas não viam nem mesmo a mim.
Foi assim que me calei criativamente. O medo de errar, ser julgado, comparado com o outro. Só os céus sabem o quanto ser comparado com o outro destruiu meu ego ao longo da vida, impregnou em mim uma insegurança pra realizar qualquer coisa. Hoje eu mantenho padrões para tudo, pois assim, não preciso lidar com uma situação nova de estresse, de tentar algo novo e falhar, de parecer limitado ou ridículo.
Eu achava que vivia de hábitos, mas talvez seja só minha vida rolando no automático, enquanto eu me desligo. Tela de descanso, sabe? Música ambiente, que a gente sabe que tá ali, mas não para pra ouvir de fato.
Talvez minha vida tenha se tornado um livro de colorir.
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Suspiro... Lá vamos nós de novo encarar todo esse sentimento ruim dentro de mim. Eu odeio quando isso se manifesta, eu odeio acreditar que todo mundo pensa de mim o mesmo que eu penso.
Talvez alguma coisa se resolva com um pouco de conversa. Talvez sossego e tranquilidade me falte.
Talvez eu nem goste tanto de mim mesmo... Como posso esperar algo diferente das pessoas?
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Esse sou eu, que baixou mais um aplicativo no celular, para postar um texto no blog pessoal dizendo que pretende levar uma vida mais offline.
Pois é, cheguei nesse ponto de hipocrisia.
Quem é Instagram, perto do meu mural de fotos? Ele ainda não existe, mas vai ser mais um projeto que eu me proponho, e por sorte, não abandonarei dessa vez.
Eu sinto que, mesmo com todos os dramas da adolescência, minha vida era muito mais fácil nos anos 10, quando a ansiedade não era um fator desencadeado por centenas de notificações numa tela de pouco mais de 6 polegadas.
Quero abraçar meus livros, quero voltar a escrever, quero por um freio numa vida e numa cabeça acelerada.
Respirei. (as vezes é preciso lembrar).
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Troque a dúvida pelo segredo. Acabe fodido em ambos os cenários. A dor da ausência dá lugar a que? Tudo que se explica é imaginário.
A ausência não vai embora, seja ontem, amanhã ou agora. Entalado, atrasa um grito calado. Busca explicar o motivo, encontra o caminho fechado.
Até as vozes da cabeça tremem, o frio nada tem a ver. Não se sabe bem o que temem, mas trazem em si um sofrer.
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A felicidade contida em pequenas alegrias é o que sustenta nossa sanidade e cultiva a paz de espírito. Nada como reconectar-se com você, observar todos os ruídos e silêncios que uma manhã de domingo trás, enquanto aprecia um bom café - mesmo que seja requentado.
Ao poeta, sempre falta algo. O poder do sonho, da esperança que os ventos lhe tragam a mudança, que o vazio abdique de seu estado como eremita e abrace a felicidade em todos os cantos.
A verdade sempre lhe pesa, a mentira sempre liberta. Nenhuma das duas é sua solução.
Que lentes puras mostrem a ele, a vida que habita no ordinário.
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Só
Eu não estou bem. Aliás, deve fazer uns 12 anos que eu não me sinto eu mesmo. Desde o primeiro momento em que percebi um vazio dentro de mim, ele simplesmente nunca mais foi embora.
É verdade que muitas coisas fizeram com que ele fosse ignorado, por um momento ou outro. As vezes a euforia de fugas adolescentes faziam de mim dono do mundo, como se por um acaso alguma garrafa vazia ou chamas de isqueiros coloridos pudessem preencher o que me faltava. Outras vezes, me enfiei em paixonites, dizendo para mim mesmo que o que me faltava, na verdade era o desejo do outro por mim.
Provavelmente em todas essas e outras situações eu estava errado.
Eu busquei me encontrar em riscos, versos e rimas, em versões de mundo onde a poesia fazia muito do pouco que eu tinha. Fazia delas minha voz, que sempre baixa, podia enfim gritar meu coração ao mundo. Ferido. Escuro. Sozinho.
Pode ser que a felicidade tenha outros assuntos a tratar, ou que minha agenda esteja cheia para marcarmos nossa reunião... mas é tão triste chegar no fim do dia, da semana, de mais um ano e se sentir sozinho.
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Seria eu feito de cera derretido, perdido - será possível? escorrendo pelas correntes cada gota quente caída feito lágrima carregando junto de si tudo aquilo que mais me importa.
Acorrentado ao todo, significado perdido partido, quebrado acorrentado em si mesmo sem pedido prévio algemas sem fechaduras. nem chaves.
Será que sou o que um dia sonhei dizer? Será que sou o que um dia disse sonhar?
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17 de outubro de 2023
No último domingo (15), foi aniversário do meu avô, senhorzinho rabugento e amoroso, em quem meus pais buscaram inspiração pro meu nome. (Mal sabiam eles que teríamos mais do que o nome em comum).
Não somos muito de papo no geral, mas telefone é algo que os dois abominam.
Até este domingo, acho que nunca consegui falar mais de 2 minutos com ele no telefone. Não importa o assunto, toda frase é potencialmente o fim da conversa.
Desde 2021 eu mudei de cidade, então não é sempre que dá para estar presente nos aniversários. Liguei por vídeo chamada para minha avó (que me atendeu como quem atende uma ligação comum, com o telefone na orelha), para bater um papinho e dar os parabéns a meu vô.
Aos 73, ele continua o mesmo de sempre.
Não é como se essas ligações com várias pessoas no ambiente fossem conversas muito profundas (normalmente passo mais tempo tentando entender o que foi dito do que qualquer coisa), mas foi divertido poder dividir esse tempinho com eles.
E porque eu estou contando essa história toda? Bem, eu estava fazendo a janta: macarrão espaguete com molho à bolonhesa. O tradicional almoço de domingo que meu avô faz.
Eu ri ao perceber, lembrei dele falando que jantaria isso, na nossa última ligação, e que estaria bom porque ele quem tinha feito. Uma clássica provocação pra minha vó, que também estava na chamada.
Eu mexi o molho, ajustei o fone de ouvido, ri e senti os olhos marejarem de saudade. O prato ficou pronto, mas eu tenho certeza que não vai ficar tão bom assim, porque afinal, não foi ele quem fez.
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Há tempos meu desejo por criar estava perdido por aí. Talvez essa alma poeta seja apenas algo que a vida nos empresta e, de tempos em tempos, ela passa a habitar outros corações. Na vida adulta, a alma acaba sendo deixada em segundo plano. Nossas conversas com nossos "eus", dão lugar a papeladas e obrigações rotineiras. Sorrisos automatizados, numa cordialidade plástica. A verdade é que me sinto ausente em mim. Sinto-me completamente impotente e sem o calor da escrita. Tenho escrito a meu “eu do futuro”, para que ele perceba o quanto mudei. Se pudesse escrever ao “eu do passado”, provavelmente pediria desculpas por ter abandonado o sonho de escritor. Nota: Foi preciso um tremendo esforço para voltar a escrever.
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Em novembro do ano passado eu me aventurei na minha primeira viagem "sozinho". Vitória (ES) foi o destino. Todas as vezes que subi ao terraço do hotel, encontrava essa vista quando o elevador abria, uma janela que me soava como moldura, uma cadeira, o terraço por si próprio, com uma piscina linda e o mar dividindo espaço com o céu ao fundo. Curiosamente, eu nunca me lembrava de fotografar. Na segunda, pouco depois do nascer do Sol, quando estava preparando minhas coisas para o checkout do hotel e para pegar o vôo de volta para casa, lembrei desta janela. Fiz questão de subir ao terraço antes de descer ao saguão. Eu simplesmente adoro essa foto #vitoria #traveling #photography #AMarte (em Vitória. Espirito Santo) https://www.instagram.com/p/BzbR-G3BEyS/?igshid=1ikmnzjkocofp
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Ego
Uma inquietude barulhenta se manifesta dentro de mim. Não sei como cheguei aqui. As vezes sou decidido e vejo um futuro traçado, as vezes penso que só estou aceitando as coisas, as vezes quero mudar tudo, as vezes simplesmente nem quero. Aceitação tem sido algo que tive problemas desde sempre. Eu comigo, eu com os outros. Busco me provar ao mesmo tempo que não confio em mim. Como pode alguém ser orgulhoso e inseguro? Como pode alguém ser sistemático e odiar rotinas? Como posso ser extremos em um? Meu Ego deveria ser um melhor mediador.
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Sobre Certezas e Possibilidades
Depois de um longo tempo, eu aceitei que nossas vidas são um pouco deprimentes. Temos poucos anos e por mais que nos esforcemos, ao fim, conseguiremos conhecer apenas uma pequena parcela do mundo. No entanto, ao invés de buscarmos nossos sonhos, vivemos dia após dia trabalhando em um mesmo canto, com as mesmas coisas. É triste viver acorrentado, com seus valores vendidos por um preço que não se faz digno. É sobreviver, enquanto podemos viver.
É triste, não? Viver em um mundo onde você não seja responsável por nenhuma mudança significativa, mesmo que seja pequena. Por essa razão, sinto que devo me expor naquilo que eu resolver fazer, passar um pouco das minhas crenças e compartilhar meu pequeno conhecimento sobre as coisas, pra que talvez, eu faça alguém se apaixonar com as possibilidades.
Transborde-se!
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Desde tanto tempo, eu sou encantado por ti, com seu jeitinho especial, por debaixo dessa cara de brava que você mostra pro mundo. Sou encantado com seu sorriso bobo, me chamando de idiota, depois que te conto uma piadinha ou faço algum trocadilho (super bem bolado) com as coisas. Fico encantado com seu cabelo quando você acorda, todo pra cima, bagunçadinho e sua voz de bom dia ainda meio perdida. Eu me encanto com cada pedacinho de você e cada pedacinho de nós. Essa foto, de 22 de setembro de 2012, é pra mim uma das representações de nós é exemplifica aquilo que eu te disse: "Eu sou um quebra-cabeça, do qual você carrega consigo as melhores partes". Eu Amo Você, Leãozinho ♥ (em Catedral De Assis-Sp)
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